sábado, agosto 30, 2003

Acho o máximo (hilariante) como há malta que amua e deixa de escrever no blog ao fim de escassos quatro, cinco, seis meses. Deixam-se quebrar tão facilmente, deixam-se afectar pelo mundo à volta com uma facilidade...

Lembram-se quando éramos putos e dizíamos: já não brinco mais contigo!
Lol!

Quem é que vai deixar de respirar porque alguém lhe diz: respiras mal; não sabes respirar como deve ser; a tua respiração não tem qualidade; respiras por todo o lado, devias guardá-la para Momentos Importantes.

‘Tão-me a perceber...?
Há pouca escrita portanto aqui fica uma imagem.
Miau! Prrrr....

sexta-feira, agosto 29, 2003

Learning to write is like learning anything else and can be broken down into three general parts.

Here is a collection of advice that Nicholas [Sparks] has prepared for writers.


Porque é que eu nunca consigo encontrar estas coisas em português? Os estrangeiros, nomeadamente os americanos, olham para a escrita duma forma prática, abordam-na como abordariam qualquer outro aspecto da vida material.

E nós?
Esperamos pela puta da musa...
Achamos que a Arte não deve ser manchada pela vida, pela realidade!
A Arte é superior a tudo. Superior aos homens. Abordêmo-la, então, como se fosse uma Deusa!

A Arte é superior, mas é uma superioridade que se constrói a partir do banal.

terça-feira, agosto 26, 2003

Escrevi uma wishlist completamente marada e que permanecerá secreta, sigilosa, minha. A sério. Quem a lesse ia temer-me. Só um exemplozito: desejo que os editores se desunhem por mim.
Já disse que sou fútil. Talvez devesse desejar antes que os leitores se desunhassem por mim ou que a Imortalidade se desunhasse por mim ou ou ou. Ou sei lá. Sou cada vez mais materialista. Do tipo: o que importa é viver bem Agora. Nesta vida. Estar contente, satisfeito. Ralo-me lá que me leiam após e somente a minha morte! Estou-me a lixar para isso. Aliás, irrita! Cada vez me irrita mais! Juro, se isso me acontecer, e se eu puder - regresso. Como fantasma, espírito vingativo. Vou às fuças dos académicos que me "ensinem" nas aulas. Despenteio qualquer filho da mãe que faça uma tese sobre a minha obra. A meio da noite. Com o vento a uivar lá fora. E lixo os discos rígidos todos aos gajos. G'anda convencida que sou, né! Pensar que. No futuro. Distante, próximo, tanto faz. Pensar que no futuro serei lida. E estimada e respeitada (não eu, mas a obra) e essas merdas todas. Às vezes parece-me que Portugal faz de propósito. Deve haver uma lei secreta do género: todos os filhos dilectos da Pátria só serão reconhecidos quando a sua carne estiver apodrecida na terra e os ossos transformados em pó!

[Juro que não sou convencida.]

[Não muito...]


[Mood: a ver Marte, o Deus da Guerra! E. Planeta. Também conhecido por Ares.]



Já se aperceberam que esta é uma oportunidade ímpar? Nunca mais na nossa vida Marte andará tão perto da Terra. Porra, que pequenininhos somos.

domingo, agosto 24, 2003

Leiam isto.

Repito: L E I A M.

(My personal favourite.)

H: What do you recommend for writers who haven't yet gotten that first acceptance?


SLV: Rejection City. Man, do I know that town. (...) Listen, I know it's hard. Brother, do I know. There are three words that got me through it. Just three words, and you have to repeat them every time you get a rejection:

"HEY, YOUR LOSS!"


:DDDDDDD




A brincar com o photoshop...




(É pena as imagens aparecerem agora sempre baças, mas não sei alterar isso...)

sábado, agosto 23, 2003

Eu hoje estou completamente F*DIDA.
Estou com uma Raiva! RAIVA!
Eu vou-me chatear, eu sei que vou.


Merda para isto. F*da-se!




[Lola Enraged out]


Mas antes.
Características da minha pessoa:

Gente que me faz sentir ainda mais deprimida daquilo que eu sou é gente de quem me afasto.
Posso até nem dizer nada, nem adeus, nem até logo, não sou capaz. Mas piro-me. Sou incapaz muitas vezes de verbalizar um Não Definitivo e Irrevogável - apesar de senti-lo. Mas actuo consoante esse Não. Não digo o que sinto, as palavras ficam entaladas na garganta, a raiva volta-se para dentro de mim, mas afasto-me. Só consigo lidar com as coisas assim. Odeio chantagens emocionais, odeio que me tentem obrigar a fazer seja o que for que vá contra a minha vontade.

Hoje estou com raiva e triste ao mesmo tempo. Como é que me expressaria se não escrevesse? Isto ficava ainda mais dentro de mim, a consumir-me como ácido. Telefonei a uma amiga minha e desabafei. É bom ter amigas. Ok, Dunya, reespira, acalma-te. Calma.
Cool it...

quinta-feira, agosto 21, 2003

Seu Arcano Pessoal é:

18 - A LUA

Palavras-Chave: Imaginação e Melancolia



* Período de grande transformação pessoal aos 18 anos;
* Forte ligação com a mãe: medo dela ou grande vínculo emocional;
* Hiper-sensibilidade;
* Nostalgia;
* Medo das traições;
* Vença seus medos mais íntimos;
* Flutuações financeiras;
* Forte ligação com passado ou raízes;
* Não se deixe iludir com as impressões que a Vida lhe causa;
* Fantasia tudo;
* Maternalismo;
* Cuidado com a imaturidade;
* Não se disperse;
* Carência emocional acentuada;
* Astralismo (forte ligação com o mundo astral);
* Se protege demais;
* Trabalhe sua passividade;
* Interesse por crianças, social, cura e tudo relativo ao feminino;
* Evite grandes tumultos;
* Tristeza profunda sem explicação;
* Intuição;
* Falta, às vezes, o bom senso;
* Emotividade;
* Nada racional;
* Evite ser caseira demais;
* Influenciabilidade e susceptibilidade;
* Mudanças bruscas de humor;
* Insegurança;
* Hábitos arraigados;
* Não se intimide diante do desconhecido;
* Interesse por mistério;
* Perceptiva quanto ao ambiente;
* Cuide do aparelho reprodutor e seios, tendência a reter líquidos, cegueira noturna, sistema linfático, alergias, estômago...as doenças ficam ocultas, hem ?!;
* Cuidado com as manias;
* Atração pela água: mar ou natação;
* Depressões;
* Evite estar sozinho(a) em lugares ermos: risco de assalto ou roubo;
* Guarda demais as coisas;
* Zelo e cuidado;
* Distração;
* Manhas;
* Frustração quando não consegue fazer o que quer;
* Angústias;
* Precisa ter seu próprio canto;
* Sonhador(a);
* Fertilidade acentuada.



quarta-feira, agosto 20, 2003

Concordo.


"When writing a novel that's pretty much entirely what life turns into: 'House burned down. Car stolen. Cat exploded. Did 1500 easy words, so all in all it was a pretty good day.'" - Neil Gaiman

O gato explodiu.
- Sério?
Caiu um satélite russo em cima do telhado.
- Hum.
Fomos invadidos pelos espanhóis que nos substituiram as sandes de torresmo por bocadillos.
- Humm.
Não me estás a ouvir, pois não?
- Si-sim, há, há... há sopa no frigorífico, é só aquecer.
*suspiro*

Meditem nisto:

"Inspiration exists, but it has to find you working." - Pablo Picasso

segunda-feira, agosto 18, 2003

quinta-feira, agosto 14, 2003

Era um Homem


Era uma vez um homem. Um homem, um homem. Era uma vez. Ó. Era, era. Era uma vez um homem que escrevia nas entrelinhas dos requerimentos. Nas entrelinhas das exclamativas interjeições da cônjuge. “Oh!”, vozeava ela. Era uma vez um homem que escrevia nos hiatos do quotidiano, da lufa-lufa corriqueira e aborrecida e previsível. Vou submeter-me, decidiu-se. Vou submeter-me à existência que se quer. À consorte; aos sogros; aos filhos (1.4, segundo as estatísticas); aos animaizinhos de estimação, bichaninha-bichaninha, fiu-fiu, odeio-os, dão-me alergias. (E a sogra também, mas divago.)

Vou beber a vida!, prometeu-se, Por um barril de cerveja! Em vez de andar por aí escondido nos recantos, nas esquinas de má fama, a escrever a horas mortas, a dissipar-me, a corromper-me na escrita.

Era uma vez um homem que jurou submeter-se à vida. E ser decente. E ser honesto. Trabalhador. E amochar os cornos diante do patrão. E mourejar as horas extraordinárias que o filhodaputa não lhe paga. Ah!, a vida está má! Sabe, a empresa! Tem de ser! Olhe, o risco da falência, há que mantê-lo ao largo! É a vida! E amochou, amochou, amochou...

Morreu terrivelmente encolhido. Quando os gajos da Funerária lhe vieram tomar as medidas ao cadáver, ele media um metro e setenta e cinco. Mas, quando por fim o enfiaram na urna, não é que o corpo encolhera uns vergonhosos vinte centímetros?! Isto há coisas, eish... há com cada uma. Um homem submete-se e encolhe antes de entrar no caixão! A modos que me parece mal... (opina o empregado funerário). A modos, a mim, a modos que me parece mal. É malfeito.


[Não consegui manter-me afastada até ao fim de Agosto...]

quarta-feira, agosto 13, 2003

Gosto tanto da imagem aqui ao lado, o homem de chapéu-de-chuva a levantar voo.
Novo template. Tive de tirar algumas coisas. E notei que as imagens ficam baças.
E também me substitui as aspas e travessões por quadradinhos. Bolas :| Isso é que não sei resolver.

(Quem souber... partilhe :)


[P.S. Já percebi: substitui as aspas e travessões por quadradinhos nos posts antigos, mas não nos recentes. Republicar não resolve. Não 'tou para estar a corrigir manualmente o blog inteiro, bolas...]


[Escrevo os textos com esses erros no word... aiii. 'Tá calor demais, não consigo pensar bem.]


Update: Nevermind. Já resolvi. Alterei o Encoding para: Western (Windows -1252).

quinta-feira, agosto 07, 2003

Cabra da dentista. Cabra, cabra, cabra, puta. Puta!
A besta espatifou-me o dente ao lado daquele que era para tirar e eu só vi isso em casa. Estúpida, estúpida, estúpida. Cabrões dos dentistas. Tou com dores. Filha da puta nem fez um trabalho decente. E foi-me ao osso, cortou-me o osso, a cabra, para tirar a raíz. Procedimento normal, pois! Diz-me isso a mim, eu, a tremer na porcaria da cadeira. Filha da mãe, nunca mais lá volto. Odeio dor de dentes. Odeio mesmo. Se fosse na América acho que a processava até à quinta geração.
Merda, porra. Merda para isto. Ando a antibióticos e anti-inflamatórios. Isto é procedimento absolutamente normal quando se arranca um dente?!? Puta, puta, puta! Odeio dentistas, odeio.

[Não imaginam o meu estado. Não consigo dormir. Tinha de desabafar. Dêm desconto, não me sinto nada bem. Nem sei se a dor que tenho é dor mesmo ou o fantasma da dor ou o pânico da dor verdadeira.]

Cabra. Cabra. Cabra.