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quinta-feira, maio 13, 2021

António Machado - poema

 Llamó a mi corazón, un claro día,

con un perfume de jazmín, el viento.

  —A cambio de este aroma,
todo el aroma de tus rosas quiero.

  —No tengo rosas; flores
en mi jardín no hay ya; todas han muerto.

  Me llevaré los llantos de las fuentes,
las hojas amarillas y los mustios pétalos.
Y el viento huyó... Mi corazón sangraba...

Alma, ¿qué has hecho de tu pobre huerto?

domingo, novembro 22, 2015

Mocho-Noite: poema


Vamos por aqui, na tempestade dos dias serenos-cálidos e distantes de vida, mergulhar no olhar do mocho, mergulhar nele e perguntar Porquê? Porquê?, meu Deus, escolhi eu para mim esta vida decepcionante?
Não será antes melhor escolher a superior decepção do Paraíso?
Saí de lá para quê, afinal? Para ter esta imbecil EXPERIÊNCIA?
De que me serve esta tonta EXPERIÊNCIA se tudo o que eu quero fazer dela é arremessá-la a um mar distante, algures naquela outra galáxia que também eu há muito reneguei, e esperar que outro iluminado espírito a estraçalhe nos seus pés de alienígena.
Esta incapacidade de não ter talvez aquilo que um dia eu tive a ilusão de ter desejado por dois imbecis segundos - magoa a única estúpida célula não iluminada a residir no meu coração.
Estou farto-farta de por cá andar. 
Chateia, pá.
Aborrece-me esta não tão impassível serenidade-tempestade dia sim dia não. Quero mais da vida do que querer a vida toda, quero uma transcendência que aqui, jorrado-jorrada, eu não atinjo. Se me agarro às estrelas elas queimam e dizem Não, Mais um Pouco, Espera.
Esperar pelo QUÊ? Até aos noventa vai isto andar assim?
Um mocho que aguarda No Ramo Na Árvore Na Noite - eis o meu destino. Sou o Mocho Sou a Árvore Sou a Noite.


Ágata Simões, 22 de Novembro de 2015

/Dunya_OUT

quinta-feira, abril 02, 2015

segunda-feira, março 02, 2015

Poema: 7 Anos




7 ANOS

A escravidão ao especulador
Faz do político um grande Senhor
Deus já disse ao Diabo:
“Vê se lhe guardas o melhor bocado!”

Especulado, derrubado, derrotado
Portugal não vale um alho
E é assim que o demo
Faz o seu melhor trabalho

Escravos da usura,
De uma dívida que não é nossa
(Ai que o Fisco Amossa!)
O Povo trabalha e não se revolta
(Pois é Parvo o Povo, olaré)
(E mal o nota.)

12 de Abril de 2013// 2 de Março de 2015

terça-feira, abril 08, 2014

Den (a poem)




A delicate phrase is a tender sight

Made by a heaven’s sigh

Must I love you more than then?

You live still in my heart’s den.

April, 2014

sábado, junho 08, 2013

Poema

HOJE, ASSIM

Eu descubro minh ‘alma quando a poesia me descobre
(Em recantos ainda incógnitos ao meu ser)
A pintar janelas, a partir paredes
A ruir tectos, a arregaçar celas
Assim me encontra a poesia a mim
Desnudando-se
(Descobrindo-se)
E a alma engrandece-Se a observar-Se
A alma parte os tectos aos céus de Deus
É a minha alma pioneira
A crescer no interior de um pequeno planeta poeirento
Mais sedenta que todas as águas do mar permitem (ou consentem)
Tem sede dos céus e sede da terra
Cede ao espírito para se quebrar
E fazer-se um ovo donde renascer
Até ser
Aquilo que sempre foi

4 Junho 2013
Rio Maior

domingo, maio 26, 2013

Astrologia + Poema



(Texto escrito Antes de se saber Quem seria o novo Papa.)

Novo Papa: possíveis previsões - anunciado a 16 de Março de 2013 (cerca das 22h54m, hora local).
Vai ser um homem despótico e trabalhador - a formigueira obreira - visto como incompetente pelos seus parceiros. Talvez revolucione algo pela força da sua vontade no mundo financeiro da igreja (mas isso não significa uma maior transparência).
Será um homem irascível, de fúrias rápidas e breves, mas constantes. Impõe as suas ideias e acções aos outros.
Pode ser que sejam espalhadas mentiras sobre ele pelos seus parceiros “políticos”, há aqui uma grande decepção e ilusão (Mercúrio Retrógrado em conjunção com Neptuno).
A vida das mulheres não irá melhorar muito com a eleição deste Papa (maior vitimização).
O que é sagrado aqui? A imagem - imaculada - da Igreja. Usam-se as redes sociais e a internet para fazer passar uma ilusão.
Pallas na casa 8: nova maneira - secreta, inteligente e inovadora - de esconder o dinheiro do Vaticano.
Plutão na casa 5: grande ego deste novo Papa, grande sentimento de poder pessoal. Ou pode ter outro significado: transformação na forma como se tratam os abusos das crianças e jovens.
Há uma viragem na substância da Igreja (Pholus na casa 4). Nos valores filosóficos?
Uma viragem fundamental na raiz, no essência da Igreja - feita com inteligência criativa e combativa? (Pholus em trígono exacto com Pallas.)

******
Aos Filhos da Puta

Já não se pode chamar filhos da puta
Aos filhos da puta
Porque as almas graúdas deste país
São sensíveis e sérias
Os filhos da puta de Portugal
Não podem ser incomodados
Com a Verdade
Se pudessem, poriam a Verdade
Na cadeia
Algemada
E torturada
Aos filhos da puta do meu país
Há que proclamar:
A Verdade não se Enterra
A Verdade não se Algema
A Verdade não se Venda
A Verdade é superior a ti
- Ó seu grandessíssimo filho de uma cadela

25/5/2013

terça-feira, março 19, 2013

À Dentada: Poema Depois de Chipre

(Poema dito.)

http://soundcloud.com/dunyazade/a-dentada-poema-dito



À DENTADA: POEMA DEPOIS DE CHIPRE

Porque é que não nos matam de uma vez por todas?
Não apenas os Portugueses, mas muitos dos Europeus. Claramente o
Facto de existirmos custa dinheiro a gente e a Entidades Importantes.
Muito mais importantes que meros cidadãos como nós, cheios de carne e sangue e ossos.
Ossos mesmo a jeito de serem esmagados e vendidos a Bancos de tecidos (porque assim,
Assim, sim, Já Se Faz Dinheiro!).
Caros Governantes Europeus e Portugueses e do Raio que os Parta:
Porque é que não nos liquidam? Seguramente podem fazê-lo a custo zero! Haverá com certeza alguma empresa chinesa ou brasileira ou indiana
Que poderão subcontratar - e será baratinho, baratinho. Matem-nos, cabrões, matem-nos, suas bestas, matem-nos porque custamos, seguramente, demasiado guito.
Olha a massaroca que andamos praí a gastar, respirando este ar gratuito! (Oh, taxá-lo, taxá-lo! Que fazer senão taxá-lo!)
Acabem com a nossa raça. Poupam no pastel. Ficam com a Europa às moscas - e depois podem arrendá-la baratinha, baratinha,
A malta que trabalha catorze horas por dia, acha normal e nem se queixa.
E porque não retornar aos velhos tempos medievais?
Meu Deus, governantes do meu país, governantes Europeus, já devem ter notado que a nossa vida Custa Demasiado. É por demais custosa.
Vá lá, seus animais, suas alimárias de merda: Matem-nos!
Acabem com a nossa existência! Acabem connosco... antes que nós vos arranquemos a pele à dentada.



(18 de Março de 2013, à noite.)

sexta-feira, janeiro 04, 2013

Poema: Dá-me




dá-me algo mais que silêncio ou doçura
algo que tenhas e não saibas
não quero dádivas raras
dá-me uma pedra

não fiques imóvel fitando-me
como se quisesses dizer
que há muitas coisas mudas
ocultas no que se diz

dá-me algo lento e fino
como uma faca nas costas
e se nada tens para dar-me
dá-me tudo o que te falta!

carlos edmundo de ory

sexta-feira, dezembro 14, 2012

Ricardo Rosado: Poema


na sequência do desastre da semana anterior
- três mortos e dezasseis feridos -

o governo decidiu decretar uma nova lei
inconstitucional até o deixar de ser
- recolher obrigatório para todos os fumadores -

até porque se apurou, que o charuto do sr. ministro,
tocara o antebraço do motorista, estaria excitado este,
sr. importante, posta em causa a sua palavra.
- qual? -

e que, o condutor, sentindo a queimadura, guinara
de encontro a uma carrinha que levava miúdos à escola.
- a viatura era de fabrico alemão, última geração -

não obstante uma das vitimas mortais tenha sido o
sr. ministro, e duas crianças, não se mexeu no imposto sobre
o tabaco. o ministério das cobranças difíceis lamenta a perda
desse grande homem, responsável pelo futuro brilhante da nação
- pessoa culta, simples e de boa educação.

não só terá a viúva comparecido ao funeral... ela, felizmente,
a muito custo, deixara de fumar, mal soubera do ocorrido.

(Ricardo Rosado)

quarta-feira, março 07, 2012

Adília Lopes

Fariseias

Gostam de ser cumprimentadas

nas praças

e de ter o primeiro lugar

à mesa dos banquetes

são calculistas

formigas carreiristas

cheias de sucesso

e tudo usam e tudo gastam

indistintamente

porque são altas as suas entropias

e depois não sabem dar

os bons-dias às mulheres-a-dias


Adília Lopes
Florbela Espanca espanca
Black Sun
1999

sábado, outubro 01, 2011

Bom-dia, poema

OS AMANTES DESENCONTRADOS

«Deste um nome de incêndio a certas palavras.
Contigo eu não pisava o chão, era a amada voadora.
Feriste, feriste-me sem remédio. Como esquecer
que minavas meus próprios alicerces?
Que abanavas paredes, soltavas telhas
por onde entrava a tua inquietação?
Foste dentro de mim uma Primavera
tempestuosa. Por isso me deixaste,
e os dias correm, sem fronteiras.»

Recordo-me bem, eu soube nesse domingo
que era como a água em Azenhas do Mar;
que rebento; e destruo; e não arranjo poiso.
E que toda esta bruteza é um ciclone
centrado, quem diria, a Noroeste dos Açores.

De mim deve sobrar-te a espuma
que trazem as marés vivas no equinócio.

De mim deve ficar um vento,
a fúria do vento no teu cabelo.»

Fernando Assis Pacheco
Cuidar dos Vivos
A Musa Irregular
Edições ASA
1997

quinta-feira, abril 14, 2011

Morrer (um poema)





Eu não tenho medo da morte
Eu não tenho medo da morte
Porque haveria eu de temer a morte?
A morte é o suave cobertor que nos abraça e enlaça depois da vida.
É o doce e suave sono - esta é a morte. É o descanso. O recreio. A recompensa. As férias após meses de trabalho sem fim.
A morte eu não a temo. Temo mais a vida que a morte (esse suave murmúrio que acompanha e amortalha o dia).
Viver é difícil. Morrer é fácil. Morrer é natural. Viver custa. Viver custa-te a pele. A própria pele, eis o custo da vida.
Mas a morte é um velho fiel amigo. Mesmo se inimiga fosse, mesmo aí (ou nela) habitaria a calma e quieta e tranquila amizade. Um reconhecimento antigo, longínquo...


Ó morte, não te temo. Não Te Tenho Medo. Nunca medo terei de ti.
Pelo contrário. Acarinho-te no meu peito todos os dias (enquanto caminho). E todas as noites fecho os olhos e entrego-me a ti durante sonos e sonhos. Dormes comigo abraçada como um gato, como todos esses gatos que eu amei e perdi y que añoro (añoro...).


Não me leves ainda, porém, para apodrecer com suavidade e leveza debaixo da terra fria. Preciso de viver muito, tanto, porque viver custa e eu ainda não aprendi a viver bem - com coragem, com toda a força do meu peito. Dá-me um abraço, agora, ó morte, e um leve beijo na fronte - e deixa-me viver (viver viver) mais este dia.


Amanhã, como sempre, conversarei contigo. Daremos as mãos, velha amiga.




[Escrito a 14 de Abril de 2011]


(Comentário do meu ego super-inflado: porra, que eu escrevo bem!)

quarta-feira, janeiro 05, 2011

Ruy Belo: mas que sei eu

(E agora, um poema.)





Mas que sei eu das folhas no outono
ao vento vorazmente arremessadas
quando eu passo pelas madrugadas
tal como passaria qualquer dono?



Eu sei que é vão o vento e lento o sono
e acabam coisas mal principiadas
no ínvio precipício das geadas
que pressinto no meu fundo abandono



Nenhum súbito súbdito lamenta
a dor de assim passar que me atormenta
e me ergue no ar como outra folha



qualquer. Mas eu que sei destas manhãs?
As coisas vêm vão e são tão vãs
como este olhar que ignoro que me olha

Ruy Belo

sábado, outubro 09, 2010

Carta a um amigo muito amado

Meu amigo que muito amei
Meu amigo que muito estimo

Um espesso muro do tempo nos separou

As memórias que regressam com o reencontro
A surpresa de descobrir que algo ficou
Que os anos não apagam tudo

A ternura que renasce
Quando o coração parece adormecido e cansado

A suave alegria de sentir que muitos oceanos
Não impedem que as nossas mãos se toquem

Meu amigo que muito amo

Por: magnohlia

[Um poema muito, muito bonito.]

terça-feira, setembro 22, 2009

Um lindo poema sobre os efeitos de Plutão em trânsito

"The Dance of Pluto"
by Tina Thompson

We think our life has purpose, we think we're having fun,
and then along comes Pluto, making aspect to our Sun.
We ask. Does my life have meaning? What is it all about?
Why have I lost my spirit? Why has my light gone out?
What is it I'm running from, trying to avoid?
What is it that's making me, become so paranoid?
Then a new day dawning, we see his plan divine,
and find that he has given us, a bright new way to shine.
When Pluto meets our tender Moon, he can rape our soul,
but his only true intention, is to make of us more whole,
we can clear the decks now, throw out those old possessions,
whilst on another level, we are clearing old obsessions,
he cleanses our emotions, oft with pain and tears,
we may relive old suffering, trapped inside for years.
Then he brings us new life, one that's more revealing,
of the depth of our compassion, and the wonder of our feeling.
When Pluto plunders Mercury, there is no denying,
our thoughts can be most serious, and with the dead or dying,
our perception deepens, the shadows larger loom,
we are seeking in the darkness, meeting doom and gloom,
but Hermes was the messenger, the only god allowed,
to freely visit Hades realms, and to escape uncowed.
A visit to the underworld, is sure to change our view,
how differently we can perceive, that which we thought we knew.
When Pluto ravishes Venus, he might break our heart,
for what passes then between us, can tear our love apart,
Hades is so powerful, we can resist with all our might,
but if he so decrees it, we will fall in love on sight.
His helmet of invisibility, might not seem so funny,
if we check our bank account, and find we have no money.
When his rumbling's over, cash and friends are rearranged,
we realise what happened, was because our values changed.
Pluto marching up to Mars. can herald the arrival,
of some explosive anger, or a threat to our survival,
the inferno which is raging, can set our Mars on fire,
our passions are ignited, we are burning with desire,
or we are small and helpless, devoid of strength and will,
impotent and powerless, to trust in being still.
Pluto when he's testing us, might go to any length,
to bring about the best in us, he will try our strength.
When Pluto jousts with Jupiter, he doesn't come to rape,
he stirs our lust for freedom, our confines to escape,
we broaden our horizons, we are pulled towards expansion,
the singular world we live in, becomes one of many mansions.
The ground may shake beneath the thunder bolting in the sky,
possessed to look for meaning, we pray to Zeus on high,
and if we're praying selflessly, with faith and trust and ruth,
our prayers may then be answered, with wisdom, wit and truth.
When Pluto seeks out Saturn, we can find and meet resistance,
the fears and chains which bind us, will not break without persistence,
and while we are restructuring, our foundations underneath,
we can manifest the symptoms, in skin, or bones, or teeth.
Wise old father time above, may feel more like the Grim Reaper,
when he joins himself with Hades, our underworld lord and keeper,
and just when we are thinking, that we can't hold out much longer,
we see that he is leaving us, older, wiser, stronger.
When Pluto sparks with Uranus, life can become surprising,
and where we have repression, we experience uprising,
a new truth is discovered, not to be disputed,
and we have the impetus, for it to be transmuted,
our sense of time's distorted, the days go flying fast,
and we will not be thwarted, to break free from the past,
at best we're not resisting, our need of transformation,
with the gods above insisting, on some breed of liberation.
Pluto nudging Neptune, brings storms and turbulence at sea,
to feel as if we're drowning, is a frequent place to be,
our visions are confronted, our dreams may disappear,
we are lost in the confusion, we wish the fog would clear,
or Hades helps to bring about, a dream we've long held dear,
our depth of spirituality, can help to draw it near.
Immersed within the infinite, with a timeless sense of fusion,
we sense that life is just a dream, beyond the earth's illusion.
When Pluto pounces on himself, in aspect to his natal placement,
the earth may gape wide open, to reveal what's in the basement,
we're given right of passage, to birth out from the womb,
which otherwise would stunt our growth, and then become our tomb.
We might feel with certainty, this is our darkest hour,
but Hades is beside us, and gives to us his power,
so we journey back to life, from underworld descent,
and the springtime which awaits us, can seem truly heaven sent.
When Pluto comes to Chiron, there's an arrow in the sky,
winging straight towards us, to stick us in the thigh,
our wounds come to the surface, not to be ignored,
the only way to heal them, is if they are explored,
and if we wounded others, from the half of us that's horse,
we may now apologise, with true sorrow and remorse.
Perhaps we do not want to see, what this aspect is revealing,
yet it can change our destiny, and it can bring us healing.
When Pluto Contacts Ceres, we may not intend to smother,
we can feel this inclination, because Ceres is Earth Mother,
a parent who was furious, and sought to bring destruction,
infertility on earth was spawned, from Persephone's abduction,
Demeter's grief and depression, can be engaged and reconciled,
but we must see why we're enraged, to heal our inner child.
Our diet can change and alter now, and so too can our health,
we can sow our seed creatively, and reap abundant wealth.
When Pluto points to Pallas, we're not so meek and mild,
we are with the Warrior Queen, Jupiter's favourite child,
born of his head cleaved by an axe, in brilliant armour of gold,
her tact, strategy and wise counsel, we can now uphold.
Our thoughts are sharp and civilised, profounder is our vision,
we are more cultured and refined, more abled by decision.
If we now find the courage, to face justly what we fear,
Athene comes to protect us, with her shield and spear.
When Pluto visits Vesta, keeper of the sacred flame,
with focus and commitment, we may venerate her name,
and if we feel a burning, like hell's fire infernal,
we need to seek in solitude, for that inner flame eternal,
we can find security, in service and devotion,
and develop inner purity, to centre our emotion.
We can suffer all life gladly, no matter what it's sin,
whilst we're firmly centred, on our hearts flame within.
When Pluto joins with Juno, Jupiter's sister, lover and wife,
through relationship and marriage, is where we find new life,
we can fret and fear betrayal, whilst friends and partners are away,
and our issues around fidelity, can all come out play.
Just like Hera who gave birth, without Zeus on her own,
we may find it's time now, to stand in solitude alone,
or we might feel we're touched by, the gentle hand of fate,
and meet that special person, who becomes our lifelong mate.
Pluto approaches slowly, through underground caves and ditches,
if we embrace his transformation, he may bring to us his riches,
wherever Pluto's active, there may be a death,
but there's always resurrection, to draw a new life breath.
There is a time for every season, underneath the sun,
when Pluto comes to claim us, a new season is begun.
Tiny seeds are often sprouted, deep within the earth,
only when they grow and bloom, do we appreciate their worth.

©2001Tina Thompson

domingo, maio 31, 2009

Quis

E eu que estive tanto tempo
ao pé de ti,
a sorrir, por dentro de ti,
a ver através de ti
Não te quero mais
Não te quero tanto
Não te quero quanto quis
(Apesar de mim)

31.05.09