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quarta-feira, junho 01, 2011

Prémios Literários e IRS

Era algo sobre o qual eu tinha dúvidas. Agora já sei (just in case...).

Rendimentos que não pagam imposto

Prémios literários, artísticos ou científicos
- Atribuídos em concurso público, com respetivas condições definidas;
- Sem cedência, temporária ou definitiva, de direitos de autor;
- Ajudas de custo ou gratificações, por exemplo, pela participação no concurso.

(link: http://www.online24.pt/rendimentos-que-nao-pagam-imposto/)

quinta-feira, novembro 18, 2010

Sr. B. II

Recusado pela Esfera dos Livros (já nem me lembro porque é o que enviei para aqui).

[Removido.]

segunda-feira, julho 19, 2010

Resposta da Porto Editora - Sr. Bentley 2

Que é a típica resposta padrão:

Exma. Senhora Ágata Simões

Em seguimento ao nosso email do dia 18 de Junho, lamentamos informar que a nossa Direcção Editorial emitiu um parecer negativo relativamente à viabilidade editorial da obra de V. Exa., por não haver disponibilidade para a mesma no nosso sobrecarregadíssimo plano de edições.

Renovando os agradecimentos pela preferência com que nos distinguiu, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos,

(Negrito meu - só porque sim.)

sexta-feira, outubro 30, 2009

Quanto ganha um autor de sucesso em Portugal?

Finalmente números!

"(...) só em 2008, Isabel Alçada declarou ao Fisco 50 198 euros de direitos de autor, dos quais 50 por cento – 25 mil euros – estão isentos de tributação."

O resto aqui.

E mais uma recusa...

Que aqui deixo para verem como é.


Exma. Senhora Ágata Ramos Simões


Acusamos a recepção da sua carta do passado dia 14 de Outubro, que mereceu a nossa melhor atenção.


Antes de mais, agradecemos a preferência com que nos distinguiu ao propor-nos a edição de uma obra intitulada “* ****”, de sua autoria.


Contudo, lamentamos informar que a nossa Direcção Editorial emitiu um parecer negativo relativamente à viabilidade editorial deste livro, por não haver disponibilidade no nosso sobrecarregadíssimo plano de edições.


Neste contexto, devolvemos por correio registado, o material que gentilmente enviou para nossa apreciação.


Renovando os agradecimentos pela preferência com que nos distinguiu, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos,


Gostei do «sobrecarregadíssimo».

E devolvem! O que me agrada muito porque as fotocópias estão pela hora da morte :(

Enfim, c'est la vie.

What the fuck am I doing wrong, I wonder?
Another day, another book.
I'll just keep writing untill I get it right :/

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Rejeições

Estive a contar a quantas editoras mandei o último livro que escrevi: a 14. Algumas rejeitaram, outras nem responderam. E já comecei a enviar desde 2006. Gosto daquele livro, mas está-se mesmo que a ver que, enfim, só mandei a 14 desde há quase 3 anos...? Quer dizer, o meu entusiasmo não é grande (quanto à possibilidade de publicação.)

Agora pus-me a pensar: mando a quem mais?

Não sei. Logo se vê. Tenho de pesquisar na net, ver as que aceitam as propostas por mail. Enfim.

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Editorial Presença

Estava a analisar um livro meu, mas acabei de receber a mensagem da recusa no mail, agora mesmo.

:(

Enfim.

Bom, olha... *suspiro*

Trânsitos astrológicos para hoje:
- Saturno retrógado a 2 graus de uma conjunção da minha Vénus natal na casa 10
- Vénus em trânsito a 2º Carneiro (na casa 5, a da criatividade, das nossas obras de arte) em quadratura com o Plutão em tr. a 2º Capricórnio (trânsito exacto), na casa 2 (a do nosso dinheiro, ganho por nós) ; Vénus esta directamente oposta ao meu Plutão natal a 2º Balança, na casa 11, a casa das parcerias
- Lua em trânsito na casa 8, a conjugar o meu Saturno natal

Não me apetece analisar mais.

Vénus e Plutão, os culpados, penso eu de que... enfim.

terça-feira, abril 10, 2007

[DA SÉRIE DE COISAS QUE EU NÃO SABIA]

Ser Escritor em Portugal: como funciona

Afinal os escritores também são obrigados a pagar Segurança Social, sabiam?
Dizem-me uma coisa na SPA (posso estar enganada, mas julgo que me disseram o contrário), dizem-me outra diferente na Seg. Social... 'tá bem. Afinal qual é o escritor que Come! Nós vivemos todos do ar, não é verdade?
E da musa. Pois. A musa é um buffet.
Mas.
- Se o meu rendimento anual ilíquido (de trabalhadora independente no qual se enquadram também trabalhadores intelectuais) for inferior a 6 vezes o salário mínimo nacional - então aí já não tenho de declarar nada à segurança social.
- Se o rendimento for superior já terei de declarar. E depois pago (dependendo dos rendimentos que tive) ou:
* 50% do salário mínimo nacional (por mês!)
*ou o duodécimo (12% - por mês também)

Porém!
- Se eu for trabalhadora por conta de outrém e ganhar o mínimo nacional (que é quanto, já agora?) não pago a Seg. social do que faço em recibos verdes.

A diferença entre um trabalhador normal independente e eu é: se o trabalhador intelectual não ganhou nada no ano passado, no ano seguinte não tem de declarar népia.

Quem tiver dúvidas, deixo aqui o telefone da Seg. Social: 21 8424200. Quando atenderem (e vai demorar muito tempo, aquilo nem vos dá música, só chama, chama, chama) peçam para passar à secção de Independentes.

Basicamente um escritor nesta merda de país tem de ter sempre a merda de um segundo emprego porque senão a Seg. Social vem e fode-lhe os cornos. Qual é o escritor que pode sequer Alimentar-se (todos os dias porque, enfim, convém, a não ser que esteja a treinar para top-model e tenha de fazer o exame final de anorexia) ganhando apenas 6 salários mínimos nacionais Por Ano?!?!?!?!?!
Pensava eu, na minha atroz ingenuidade, que nós Éramos Diferentes! Não tínhamos de pagar porque ganhávamos tão pouco! Quando ganhávamos!
Afinal é mentira.
Um escritor, para viver neste país, tem duas opções: ou vende caralhões de livros e aí já pode pagar 300 vezes a puta da seg. social ou tem um segundo emprego.
Imagine-se, faz de conta!, que eu ganhava, vá lá, 5000 euros por ano. Só publicando livros.
(Nem estou lá perto by the way.)
Estava tramada com a seg. social. Praí metade, se calhar, ia-me ser tirado, isto para não falar dos impostos. Ficava com quanto no fim?
Olha, ficava com o suficiente para viver do ar.
Isto é completamente injusto. Merda de país. Que exploda, que morra afogado no seu fel decadente! É o que te desejo (e auguro!) Portugal!!

Resumindo, três fantásticas opções:
- Ou se vende centenas de milhares de livros (com ou sem segundo emprego).
- Ou se tem um segundo emprego Por Conta de Outrem (por onde já se desconta para a seg. social. E tem de ganhar o mínimo nacional).
- Ou não faz o suficiente nem sequer para descontar para a seg. social porque vendeu escassos exemplares.

Eu, ¨atinadamente¨, escolhi a terceira opção. Digam lá que não sou esperta? Eu não, o meu anjo da guarda que parece saber mais sobre estas coisas. É que o ano transacto eu não ganhei, de todo, o salário mínimo nacional.

Enfim.
Agora, in other news, mas também sobre o assunto Recibos Verdes:
- Tenho uma colega que trabalha 10 horas por dia. Cinco horas num sítio, a recibos verdes, e outras cinco lá onde eu laboro.
No sítio onde recebe a RV não tem folgas, sabiam? E se começa a faltar muito põe-na na rua. Não é giro? Este país não é bonito? Atão a escravatura não foi abolida? Ou enganei-me?
Isto não é ilegal...?
Ah, eu esqueço-me: Portugal, Portugal, Portugal!
(Inté cantava o hino e dava hossanas ao senhor Sal, perdão, Sócrates e demais maralha - masNumMeApetece.)