quarta-feira, maio 17, 2006

Progresso

Capítulo 8 corrigido.
Amanhã avanço para o capítulo 8.1 (acrescentado depois da primeira versão escrita).
 
Depois:
- Capítulo 9
- Capítulo 9.1 (ainda tenho de escrever; se calhar acabarão por ser dois)
- [Possível] Cap. 9.2 (?)
 
E ver o que tenho de fazer ainda em relação ao cap. 10.
 
Depois:
- Deixar descansar. Não olhar práquilo (ou pràquilo?)
 
E:
- Rever (3ª revisão - já de acertos mínimos)
 
E, e, e:
- Dar a ler à Sílvia
- Talvez a outros?
[Estou tão orgulhosa deste livro.]
- Mostrar ao meu editor
- Enviar a outras editoras
 
E começar a pensar no próximo livro.
[Sobretudo não olhar para outro que ainda ali tenho - Mr. Bentley is in it - para corrigir e passar a limpo e Rever uma quantidade de vezes. Ignorá-lo o mais possível. Talvez se reescreva sozinho.]
 
 

Dúvida

Cum raio.
É:
- entredentes
- entre dentes
- ou entre-dentes?
 
Eu prefiro mais "entredentes", mas, em podendo, não quero inventar (embora me apeteça).
 
 

Possível explicação

Esquizofrénico, penso eu.

Não há outra explicação.

"Repetiu várias vezes que adorava a menina e que era incapaz de lhe fazer mal. Disse que na tarde de quarta-feira se embebedou (...)"

Apdeites

http://apdeites.cedilha.com/?page_id=175

Exemplo

A baixa acentuada dos preços do imobiliário também será consequência do
apertado regime fiscal que o legislador vai tecendo, tornando mais difícil a
especulação imobiliária.
A título de exemplo, diremos que em Milão, na
Itália, depois de umas dezenas de especuladores terem sido presos no âmbito da
Operação Mãos Limpas, os preços do imobiliário desceram enormemente chegando a
atingir metade e um terço dos preços antes praticados.
Se em Portugal for
possível um combate sério à especulação imobiliária, estamos em crer que os
preços do imobiliário vão baixar também substancialmente, à semelhança do que
aconteceu em Itália.
Estas considerações devidamente conjugadas levam-nos a
encarar com algum cepticismo o sucesso deste diploma no que toca à reactivação
do mercado de arrendamento (...)


in: http://www.ciberjus.net/conf-univ-cat.htm

Mais links sobre o arrendamento

http://angariador.blogspot.com/2006/05/incentivo-ao-arrendamento-por-jovens.html

http://www.ciberjus.net/conf-univ-cat.htm

http://idealistainveterado.blogspot.com/2006/03/o-novo-regime-do-arrendamento-urbano.html

http://cruzadvogados.blogspot.com/2006/04/ainda-o-nrau.html

http://lexturistica.blogspot.com/2006/02/o-turismo-e-nova-lei-do-arrendamento.html

(E outro link que não tem nada a ver com o tema, mas pareceu-me um blog interessante: http://no-mundo.weblog.com.pt/)

Letras de Prata no Sapo.

Outra razão

... por me dar por satisfeita por ter abdicado da televisão.

Vistalegre blog: Chocante

40 anos

Tenho uma amiga que vai pagar a casa durante 40 anos.
Começou por ser 80. Os juros subiram. Agora são 92 contos por mês.
40 anos.

Mãezinha.
Onde é que isto é justo? Em que merda de país esta situação pode ser justa?
Os pobres não têm merda de outra opção senão pagar aos cabrões dos chulos dos Bancos.
Porquê?
Porque os senhorios têm medo de pôr uma casa no mercado - podem ficar sem ela Anos a fio se ao inquilino lhe dá na tola deixar de pagar renda.
Ora, meninos, os senhorios também Comem! É verdade. Eu já vi: eles papam todos os dias. Almoço, jantar, lanche. Até pequeno-almoço os sacanas tomam, vejam lá!

E um senhorio com medo que a casa, o seu sustento, o seu capital lhe seja Roubado - o que é que faz?
Aumenta as rendas. Para ter uma certa segurança. Porque é dali que vai sair mais tarde o dinheiro para pagar a advogados para porem os inquilino no olho da rua.
Se o senhorio soubesse que os seus direitos seriam sempre protegidos - as rendas eram menores. Saía aquele mau pagador, pela mão da polícia, e punha lá outro.
Muitos senhorios sem medo.
MUITA OFERTA.
Resultado: não acharia impossível encontrar casas a 40 contos, para arrendar, em Lisboa ou muito perto de Lisboa.
Outro resultado: estar escravizado aos Bancos Décadas a fio? NÃO.
A malta poderia poupar durante 10, 15 anos - e Depois comprar casa. A preços decentes. Porque aí, os Banquinhos, se calhar, sei lá!, por já não haver tanta procura, baixariam os preços das taxas de juro e mais as merdas todas que eles se inventam de cobrar.
Tipo, preços mais honestos, 'tão a ver?

E os empreiteiros, sei lá, deixariam de vender andares a 30 mil contos - novos - aqueles, sabem, "baratos".

E a minha amiga deixaria de ter a corda ao pescoço durante 40 miseráveis anos.

Não, não sou liberal ou fascista ou nada que se pareça. Mas há coisas que Entram Pelos Olhos Adentro.
Vamos lá a ver, a velha regra policial: a quem Beneficia o estado actual do arrendamento urbano? E a quem Beneficia a pseudo-reforma do dito?
Encontrem-me a resposta a isto e encontram móbil do crime e o criminoso.

Porque é Criminoso Escravizar Um Povo Inteiro Durante DÉCADAS.


/Lola out

Arrendamento

A ler:

http://oinsurgente.blogspot.com/2006/05/caminho-do-fim-da-propriedade.html

http://ablasfemia.blogspot.com/2006/05/propsito-do-post-do-jcd.html

[Edit]

E mais este: http://www.haloscan.com/comments/oinsurgente/114786062271683259/#141481

[Edit 2]

http://ablasfemia.blogspot.com/2006/05/proposta-para-revitalizar-o-mercado-de.html

Exactamente!!!!!! (Mas às vezes a minha costela paranóica manifesta-se e começa a pensar coisas do género: ora então a malta deixava de 'tar amarrada aos filhosdaputa dos bancos e os bancos perdiam uma Renda Vitalícia que já anda pelos 50 Anos! Será que há lobbies bancários a atrasar uma verdadeira reforma do arrendamento urbano...? I wonder...)

Mas não me liguem: é como disse - paranóias (deu-me).


No dia em que uma tal reforma - simples, entendível por todos - fosse
publicada, a oferta para arrendamento subiria exponencialmente com simultâneo
crash das rendas.




Leia um Capítulo do Sr. Bentley, o Enraba-Passarinhos - pdf.

Se ainda não o fizeram :)

Vulture


Vulture, originally uploaded by Arnold Pouteau's.

A casa da minha avó foi assaltada.

Ela vive num décimo andar.

E é pobre.

Não tem lá nada para roubar.

Os ladrões andam cada vez mais estúpidos - em vez de irem a sítio onde há dinheiro, não... burros.

(Não estava lá na altura.)

terça-feira, maio 16, 2006

Dark City - from the Brooklyn Bridge

Gotham


Gotham, originally uploaded by Arnold Pouteau's.

É por causa disto que cada vez mais estou contente por ter abandonado a televisão.

(Coitadinha, foi um dia à chuva, larguei-a no meio da estrada com um cartaz: recém-orfã. Uma esmolinha.)

Ah-ah-ah. Mentira, mentira. Só a enfiei no guarda-fato (sem a sufocar com o cachecol, atenção, que eu ainda sou respeitadora da lei e dos Bons Costumes).

Desde dia dois - até hoje tenho aguentado. Sem realmente sentir falta dela.
(Se eu tivesse feito isto aos oito anos, claro, morria. Ataque cardíaco. Fulminante.)

(Devia estar a rever...)

(Vou no capítulo oito... com uma vontaaade. Eish.)

Novo template

Adaptado de um tema do Wordpress pelo Carlos Franquinho a quem agradeço novamente :D

(E o guarda-chuva ali em baixo, tão giiiiro; e o chapéu de coco em cima!)
Uma Alma Caridosa já nos respondeu!

Esperem novidades estilísticas para breve! :D
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Bookmarklet a cores

segunda-feira, maio 15, 2006

Mais cores

http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_colors

E gostaria de partilhar aqui também outra fonte de cores, mas o raio do blogger não aceita javascript :/
(Eu bem tentei enganá-lo...)
(Via Apdeites)

E um tutorial de html:
http://www.yourhtmlsource.com/

(Via Solvstäg)



P.S. Entretanto continuamos buscando alguma Caridosa Alma que nos faça um template ali todo baril, sem custo - por favor, não nos obriguem a aprender agátêemeéle.

Bananas da República

Bananas da República

Tanga

 
 
Havia o que se via
e o que não se via:
                             a manhã luminosa
encobria a treva
abissal e velha dos espaços.
                                                O mar batia
em frente à Farme de Amoedo e ali
                                                       na areia
a gente mal o ouvia se o ouvia. 
E era então que ela súbito surgia
                     rindo entre os cabelos
                     a raquete na mão
e se movia
                 ah, como se movia! 
E nessa translação nos descobria
suas fases solares:
                       o ombro
                       o dorso
                       a bunda
                       lunar?
                       estelar?
                                  a bunda
                                  que (sob uma pétala
                                  de azul)
                                               celeste me sorria.
Ferreira Gullar (poeta brasileiro)
 
 

template

Nova template (again) porque não gostava da outra.
 
Fica esta até encontrar uma nova e/ou alguma Alma Caridosa me queira oferecer uma template :p
 
 

domingo, maio 14, 2006

Tabelas de cores

http://www.b-log.net/guiablog/cores.htm

http://spaces.msn.com/ajuda-spaces/Blog/cns!1pFPKlNQ3Hp7jnDxW1Ba_8lQ!207.entry

http://spaces.msn.com/danicross7ca/Blog/cns!BCD2CF754B7B3CD4!1156.entry

http://www.ficml.org/jemimap/style/color/wheel.html

blueness


blueness, originally uploaded by mindfulness.

Hoje fui ao Casino Lisboa.

Muitas máquinas. O chefe-de-sala vestido de negro com riscas cor-de-rosinha (porque é macho e é para se ver); os croupiers (?) de cor-de-rosa também (já é tara...), gaijos e gaijas; de negro completo os meninos e meninas de bandeja na mão.
E só lá em cima é que vi as roletas e o jogo de cartas (21, se não me engano).
Muitos chineses. A gastarem à valente.

Ah - as portas das casas-de-banho são transparentes...

Não joguei nada porque o dinheiro anda caro.

Sensação prevalecente: máquinas, demasiadas máquinas. Não gostei.

Purgatory


Purgatory, originally uploaded by ghostbones.

Uhhhh - linda...

Lol.

hu-Uhhhu

family swim


family swim, originally uploaded by mindfulness.

Doubt...


Doubt..., originally uploaded by *Ivan*.

Talvez o Sr. Bentley.

(Em novo.)

Sneaky mtf.

praia


praia, originally uploaded by lince_amarelo.

Gente propensa a ver a luz por um funil
a vê-la assim em corredores,
esplendidamente ignorante das forças vitais,
de qualquer alegoria. Esse sentido
.
mediúnico, três vezes milenário, de fabular
a perversa mudez dos animais.
- Contudo eles estão onde os encontramos.
E estão simplesmente calados.

Eduardo Pitta
Poesia Escolhida
Círculo de Leitores


Eu vi o tédio atravessar o tempo
atribulado da infância
e espelhar-se naquele rosto

ainda de menino. A cicuta,
o medo, tanto desamor
submerso na água de olhar.

Não tem memória. É de outros
a vontade, o apelo, a boca
acesa ao interdito. Vertigem

alguma o perturba. Mãos rudes
fixam-lhe o perímetro da pele,
secreto desígnio.

Imobiliza-se lentamente na claridade
líquida da cidade
e fosforesce em contraluz.

Eduardo Pitta
ARBÍTRIO
& etc
1991

sábado, maio 13, 2006

Devia ir limpar o frigorífico.
(Pois devias.)

Devia ir limpar o frigorífico.
(Ah pois devias.)
Corrigido/editado até agora: quase 33 mil palavras.
Já não falta tudo.
Deve rondar as 50 mil palavras.

Queria terminar este mês.

E ódespois não sei... mostrar ao meu editor, mostrar a outros. Logo se vê.

Ah :)
Dar a ler à minha amiga Sílvia que não se cala:
- Então, já está pronto?

Pouco a pouco lá vai indo. É tipo malha ;)
THE TOP ELEVEN WAYS

NOT TO FINISH YOUR BOOK

sexta-feira, maio 12, 2006

Nazis de merda

Mas que valentes bestas.

Não gostam, é? Vão para lá eles trabalhar!

Esta merda do fascismo 'tá-se a espalhar...
"Analisando o comportamento sociopático e suas causas, Damásio sugeriu em seu livro bestseller, "Descartes' Error: Emotion, Reason and the Human Brain" (O Erro de Descartes: Emoção, Razão e o Cérebro Humano), que a razão e a emoção não são coisas separadas e antagonistas em nosso cérebro (este foi o erro cometido pelo filósofo francês René Descartes aludido no título do livro), mas que um é importante para o outro na construção da nossa personalidade sadia. Indivíduos que são inteligentes e que são capazes de raciocinar bem, tornam-se monstros sociais quando eles não sentem "emoção social", que é a base da moral, do sentimento que está certo ou errado, etc."

http://www.cerebromente.org.br/n07/doencas/emotion.htm
Sociopatia (ou psicopatia) - um tema que me interessa.

terça-feira, maio 09, 2006

Padre Lacerda

1917 - um testemunho de quem viveu a 1ª Guerra Mundial

sinais

[Daqui – da Miss Wrinkle - não vai sair livro nenhum. Por isso coloco estes textos no blog, caso contrário preferia guardá-los. Mas talvez um dia... quem sabe.]

 

Isto de não ter televisão makes me a prolific writer. Ou um ‘cadito mais prolífica, o que ajuda.

É engraçado: de há tempos para cá tenho diminuído as minhas distracções materiais, tanto por imposição externa como decisão própria.

Exemplos.

Meses atrás o som do meu PC finou-se. Deixei de puder ouvir a música que guardo no PC. Fiquei reduzida à rádio, aos poucos cd’s que tenho e ao MTV e VH1 da Cabo.

Meses atrás também deixei de poder ver todos os canais da televisão por Cabo (o controlo remoto finou-se, isto é uma mortandade tecnológica cá por casa, andam as maquinetas a entregar a alma a Deus - ou, enfim, Engenheiro; os controlos universais não resolveram a questão).

Resumindo: nada de Sic Radical. Nada de AXN. Nada de Hollywood. O resto dos canais raramente me atraíam. Andava sempre a fazer zapping.

Jump to present.

 

No outro dia li um artigo que aconselhava a deixar de ver televisão - para beneficiar a escrita. Pergunta o autor: o que é mais importante para si, a tv ou a escrita?

Pensei que era uma óptima questão. Pertinente. A que eu tinha de responder.

Decidi: vou tentar isto.

Se tivesse os canais a que antes tinha acesso provavelmente não enfiaria o televisor no guarda-fatos.

Parece que o meu universo se vai estreitando de modo a favorecer a escrita, para que me concentre unicamente nela.

Vocês têm “epifanias” deste género? Começam a ligar os sinais que o universo vos manda? Desconfiam que vos indicam um determinado caminho? Porventura soou um pouco esotérico.

Não é minha intenção.

Epá, eu penso nestas coisas.

Estou atenta aos sinais - porque às vezes estão ali mesmo nas nossas fuças e é difícil não reparar.

É um paradoxo: sou agnóstica.

Será que os agnósticos reparam nos sinais? Ou desdenham-nos? (Terei de questionar o Marocas.)

Um sinal recorrente na minha vida é o facto de ser sempre apanhada quando faço algo de errado. Tipo, sair do carro sem documentos ou com eles caducados... mandam-me parar. É limpinho. Estacionar num sítio proibido ou não pagar parquímetro, mesmo que seja uma coisa rápida. Multazinha. Garantido. Se minto, se sou desonesta - nunca me safo. É o universo a dizer-me: tu vê lá, porta-te bem. E eu porto. Que remédio. Foi por isso que nunca aprendi a mentir como deve ser - falta-me prática.

 

7 de Maio ‘06

 

 
 

segunda-feira, maio 08, 2006

Pergunta aos meus (escassos) leitores: devo fazer d'Os Mistérios de Miss Wrinkle uma série?
Stranger in a Strange Land

Safaa Dib :)

O Caso do Pénis na Basílica de Fátima

 

 

 

Ora rezava a Anocas, descansadamente, na Basílica (para os lados de Fátima, onde deu uma coisinha má ao sol décadas atrás, ele desatou a rodar como um pião. Não aguenta a bebida, é o que é), orava a senhora, dizia eu, quando olhou para trás e viu um homem a exibir o pénis.

- E como era? – perguntou Miss Wrinkle.

- Mirradinho – respondeu, chorosa. O marido ao lado consolava-a. – Mirradinho, mirradinho (sniff).

Levou o lenço bordado a renda aos olhos húmidos.

- Está a ver os legumes minúsculos? De decoração? Do tamanho de um pepino. Minguado. Está a ver?

(Funga.)

- Foi um choque.

- Ver um pénis mirradinho – disse Miss Wrinkle.

A mulher, confusa, volveu:

- Na-não. Ver um... pénis na Igreja.

- Mirradinho, ainda por cima – juntou o marido que na altura deu parte às autoridades.

- O senhor também viu?

- De relance. Quer dizer, um homem vê aquilo e começa a pensar: se calhar a reza faz encolher! Um homem assusta-se...

- Por isso é que saiu rapidamente quando a sua esposa sucumbiu a um desmaio?

A conter a indignação, replicou:

- Fui chamar as Autoridades!

Mais calmo, admitiu:

- Mas, enfim, um homem assusta-se. Mirradinho. Ó – e aproximou o indicador do polegar.

- Murcho – concordou a esposa. Os dois abanaram a cabeça, abalados.

“Qual é o mistério?”, inquere Miss Wrinkle. O homem foi apanhado. As Autoridades apuraram ter o indivíduo “uma anomalia psíquica”.

- É atabalhoadinho das ideias – disse Anocas, com um sotaque tripeiro, franzindo a testa. Segura o lenço bordado enxuto na mão e fita o marido.

- Pois. Pobrezinho.

- Não percebo o meu papel. Apanharam-no. Porque me chamaram?

- Fomos ao reconhecimento do dito cujo – murmurou o marido, aproximando a cabeça da simpática velhota. E levava barato, a gaja.

- Reconhecimento...?

- Não era o mesmo, percebe. Não era o mesmo – disse o marido.

- Ou isso ou levou adubo. Desmirrou do dia para a noite.

- Muito estranho – disse o marido.

Miss Wrinkle ficou parva a olhar para os dois.

- Depreendo que me incumbem de procurar o dono desaparecido de um pénis mirraducho?

- Exactamente – dizem em coro.

Após um silêncio de pasmo Miss Wrinkle informa-os dos honorários.

- Razoáveis – alegra-se o marido.

- Muito em conta – concorda a esposa.

- Ah e... – continua ele, chegando-se à frente e baixando o tom quando Miss Wrinkle pôs as mãos nas rodas da cadeira – e... saber se vende... material.

Calou-se. Pigarreou, sem despregar os olhos da senhora idosa.

- Para descontrair, entende.

- Ah, pois claro!

Miss Wrinkle sorriu e vendeu-lhes um saquinho de canábis.

O preço é que já não era nada em conta. Assustaram-se com o valor.

- Mas é da boa – garantiu Miss Wrinkle, unindo o indicador ao polegar.

- É só para descontrair... – desculpou-se Anocas.

- Ah, pois claro, pois claro. Fazem muito bem! Quando tiver notícias contacto. Boa tarde.

Arrumou as notas na carteira e rodou para fora.

Bom, agora já sabem porque é que os preços dela são tão... razoáveis.

(Eu também não sabia. Uma avozinha traficante!)

As cadeiras de rodas andam caras, sabem lá.      

 

 

(7 de Maio'06)     

 

 

 

 

 

 

Hehehe, divirto-me.

OneMustEnjoyOurselvesOneMust

É engraçado. Podia estar aqui horas seguidas a escrever. Antigamente não era assim. Quanto mais me divirto, mais tempo consigo estar a escrever, esqueço-me do tempo. Vamos à Miss Wrinkle (salvo seja, a sombrinha não é só adorno, também serve para defender-se. Praticou Kendo, sabiam? Pois, eu também acabei de descobrir. Quem se meter com ela leva com uma Ropponme nos cornos que se lixa).
Inventei-a há uns tempos atrás. Supostamente seria um contraponto – um contra míssil – contra-medidas – ao Senhor Bentley. Mas nunca cheguei a utilizá-la. Por isso aqui fica, num pequeno conto.
Ah, e agora ao Caso do Pénis na Basílica!
(Esta nem inventada pelo Senhor Bentley, santo Deus. É verdade: houve um pénis – atarraxado a um exibicionista de 39 anos – na Basílica, em Fátima. A notícia veio no Correio da Manhã de 3 de Maio de 2006. Uma Quarta. O que se segue é, óbvio, ficcionado. Por favor, senhores padres, não me processem. Estas coisas passam-me pelos olhos e, bolas, é impossível não fazer uso delas. Vá lá, não batam. Sejam bonzinhos. Também não vale fazer queixinhas ao Sumo Pontífice para mandar a Guarda Suiça sovar-me. Portem-se bem.)

[Ando um bocado obcecada por personagens de uma certa idade. Cum caraças, lol.]

domingo, maio 07, 2006

Os Mistérios da Miss Wrinkle

 [Conto]

 

 

A Miss Wrinkle é uma mulher gorda (de cu enorme) que se faz transportar em cadeira de rodas. Sorridente, contente da vida. Mas contente, o estupor!

É velhinha, para mais de setenta anos! E é detective (ou detectiva) privada.

Tipo a Miss Marple, mas em gordo.

A Miss Wrinkle tem um gato siamês, esguio, que exibe um ar compenetrado de eterno aristocrata aborrecido, excomungado da Corte das Luzes e relegado à condição de animal de estimação das classes desfavorecidas.

Na sua mente felina o que ele faz era um favor, em troca do qual recebe alimento que nem é lá grande coisa!

Ora a Miss Wrinkle, apesar de obesa (ou do calor), veste sempre saia-casaco de fazenda, um par de meias de lã escuras e sapatos atados, além de um chapéu florido (de fazenda) que não combina com o resto. Anda de sombrinha, raramente a abre. É mais um apoio quando se levanta da cadeira de rodas e é obrigada a caminhar por não haver rampas para deficientes. A Miss Wrinkle é portuguesa, não liguem ao nome, que é mais uma alcunha. Wrinkle – de rugas, mas não tem assim tantas.

Chapéu florido, sombrinha em cima do colo (envergonha-se de usar bengala, não é assim tão velha), gato siamês ao lado de rabo erguido – eis os comuns acessórios que a acompanham (e não digam que chamei acessório ao gato. Assanha-se).

O gato vai para se distrair. Estar o dia inteiro esparramado em cima da secretária do escritório chateia. Só se detectiva na rua. O gato é um abelhudo do caraças. Quase tanto como a Miss Wrinkle. Têm feitios similares e entendem-se. (Às vezes desentendem-se por esse motivo.)

Ora a Miss Wrinkle foi hoje chamada a investigar a morte súbita de um deputado para-lamentar. É caso sério e antes de chamar a bófia decidem ligar à Wrinkle, a do cu gordo, porque é discreta, não leva caro, faz quase o trabalho todo – mas é macaca. Macaca.

- Leva pouco, mas lixa-nos, atenção.

- Lixa-nos? – pergunta o deputado-mor do estaminé.

- Se descobre o culpado é capaz de não o entregar à polícia.

- Não percebo.

- É capaz de não o entregar logo à polícia... obriga o desgraçado a fazer outra coisa primeiro.

- O quê?

- Olha. Há histórias, por aí, a circular.

- Mas entrega-o sempre?

- Sim. Bom, quase sempre.

- É o que importa. Chama-a.

O esparramado cadáver jazia de costas, os braços abertos num ângulo agudo, as pernas afastadas como as hastes de uma tesoura.

- Hum – disse a Miss Wrinkle. O gato sentou-se na cadeira de estofo vermelha, claramente o tipo de cadeira vedada à ralé. Um homem tentou enxotá-lo. Levou uma unhada.

Atrevido.

Wrinkle entrevista as últimas pessoas que falaram com o agora cadavérico – in rigor mortis – deputado.

O primeiro da lista é um outro deputado – amigo do deputado – que por ali cirandava, as mãos atrás das costas, bigode aborrecido (o gato já viu muitos bigodes aborrecidos antes, na sua anterior vida nas palacianas cortes, eram standard, aliás, bigodes entediados) e olhos fixos para cima, no tecto.

Este deputado vivo – amigo do anteriormente mencionado deputado morto ou esticadinho da silva, ainda não a comer erva pela raiz porque, enfim, há diligências, isto há diligências primeiro! – passava o peso do corpo de um ao outro pé.

“’Tadinho”, pensou Miss Wrinkle, mulher de compaixões fáceis, “não tomou o Prozac. Dá aflição.”

- Quando o viu pela última vez?

- Ho... hoje.

- A que horas?

- Às... hum... dez?

- O senhor não usa relógio, como sabe que eram dez?

Ele parou. Mulher astuta. Viu logo que não usava relógio apesar de ter as mãos atrás das costas.

Peraí...

(Não reparou que atrás de si havia um espelho.)

- A gente vê-se, via-se, sempre às dez. Para trocar impressões sobre assuntos para-lamentares. Aqui – olhou a alcatifa.

- Aí?

- Neste local exacto.

Empurraram-na até ao gabinete do deputado morto – antes vivo, hum, basicamente vivo. O outro deputado – amigo do deputado, aquele, o mudo que nem uma pedra tumular – lá ficou a alternar o peso do corpo de um para o outro pé. Sapatinhos giros, a propósito. O bigode, espicaçado pelo interrogatório, tornou ao estado tedioso, como um balão que perdeu ar. Isto bigodes de deputados da Assembleia têm vidas chatas. Nem bungee-jumping, vejam lá, lhes é permitido (a lei das incompatibilidades e tal e tal).

A secretária boazona (fica estabelecido que aqui só há secretárias boazonas, para favorecer leituras masculinas. Secretárias façanhudas foram corridas do casting. Nada temeis, machos viris. É boa. Podre de boa.) levantou-se e cumprimentou a senhora idosa com um aperto de mão e um sorriso caloroso.

(Tem umas grandes mamas, a propósito.)

(Boa.)

- Quando foi a última vez que viu o seu amante?

Ela corou. Titubeou:

- A-amante?

- Ó menina, eu já vivi muito! São muitos anos no lombo – disse, rindo devagarinho e baixando os olhos.

Assim uma risota meiga. De velhinha. Do género de velhinhas, enroupadas no xaile, que nos saúdam com chá e bolachas. Crocantes. De chocolate. Uma bela chávena de chá com três cubos de açúcar!

Esse género de senhora idosa. (‘Tão a ver?)

- Aqui, no gabinete. Deu-me um beijo na cara. Disse que ia ao multibanco e já voltava.

- A que horas?

- Onze! Sim. Onze em ponto. Era homem de hábitos. Às onze em ponto ia ao multibanco.

- E às dez falava com o deputado... – murmurou Wrinkle, pensativa. O gato entrou sorrateiro, fashionably late, como qualquer gato que se preze, e saltou para a mesa.

Lambeu-se de modo obsceno.

Miss Wrinkle, perdida em conjecturas, nem notou. A boazona fez-lhe uma festa no pescoço. Como era boazona (podre de boa) permitiu.

- E foi descoberto às doze... – sibilou Miss Wrinkle com o olhar no infinito.

- Empurre-me lá para fora se não se importa – pediu num tom decidido.

 

 

À volta do cadáver (morto, relembro) reúnem-se Miss Wrinkle, sombrinha, a assistente, o deputado (amigo do deputado) e o deputado-mor.

- A explicação é simples – iniciou.

- Matou-se? – adiantou a secretária de olhos abertos.

- Não. Morreu fulminado de tédio! Finou-se vítima de aborrecimento agudo! Paz à sua alma – Miss Wrinkle benzeu-se. os outros imitam-na atabalhoadamente.

- É a vítima zero de uma possível pandemia.

- Meu Deus! – assustou-se a gaja boa. – Que medidas devemos tomar para evitá-lo?

Miss Wrinkle exibiu o sorriso de velhota simpática. Sossegou-a:

- Tenha lá calma, não entre em pânico. O meu conselho aos senhores deputados é simples: façam coisas! Parem de olhar para o tecto! Senão acontece-vos o mesmo. Trabalhem, trabalhem. Ora empurrem-me lá a traquitana à porta, se fazem favor. E muito bom-dia. Coragem, hã, coragem!

Em casa, sozinha, arrumou as moedas no mealheiro, o gato andava nas explorações do costume, a meter o bedelho em tudo, sacana do bicho, Miss Wrinkle fez um charro. Tem uma plantação de canábis em casa, na estufa. Sessenta e sete pés.

Ah... maravilha...

Mais outro caso resolvido.

O descanso dura pouco. O gravador de chamadas tem novo crime para ser investigado.

O caso do Pénis na Basílica!

Amanhã. Hoje estava cansada. Deixou a janela entreaberta para o gato entrar e foi dormir.

 

 

(7 de Maio’06)                 

 
 
Birthday Calculator


You entered: 8/9/1973

Your date of conception was on or about 16 November 1972 which was a Thursday.

You were born on a Thursday
under the astrological sign Leo.
Your Life path number is 1.

Life Path Compatibility:
You are most compatible with those with the Life Path numbers 1, 5 & 7.
You should get along well with those with the Life Path numbers 3 & 9.
You may or may not get along well with those with the Life Path number 8.
You are least compatible with those with the Life Path numbers 2, 4, 6, 11 & 22.

The Julian calendar date of your birth is 2441903.5.
The golden number for 1973 is 17.
The epact number for 1973 is 25.
The year 1973 was not a leap year.

Your birthday falls into the Chinese year beginning 2/3/1973 and ending 1/22/1974.
You were born in the Chinese year of the Ox.

The date of Easter on your birth year was Sunday, 22 April 1973.
The date of Orthodox Easter on your birth year was Sunday, 29 April 1973.
The date of Ash Wednesday (the first day of Lent) on your birth year was Wednesday 7 March 1973.
The date of Whitsun (Pentecost Sunday) in the year of your birth was Sunday 10 June 1973.
The date of Whisuntide in the year of your birth was Sunday 17 June 1973.
The date of Rosh Hashanah in the year of your birth was Thursday, 27 September 1973.
The date of Passover in the year of your birth was Tuesday, 17 April 1973.
The date of Mardi Gras on your birth year was Tuesday 6 March 1973.

As of 5/7/2006 11:17:46 AM EDT
You are 32 years old.
You are 393 months old.
You are 1,709 weeks old.
You are 11,959 days old.
You are 287,027 hours old.
You are 17,221,637 minutes old.
You are 1,033,298,266 seconds old.

Your age is the equivalent of a dog that is 4.68062622309198 years old. (You're still chasing cats!)



There are 94 days till your next birthday
on which your cake will have 33 candles.

Those 33 candles produce 33 BTUs,
or 8,316 calories of heat (that's only 8.3160 food Calories!) .
You can boil 3.77 US ounces of water with that many candles.


In 1973 there were approximately 3.7 million births in the US.
In 1973 the US population was approximately 203,302,031 people, 57.4 persons per square mile.
In 1973 in the US there were approximately 2,158,802 marriages (10.6%) and 708,000 divorces (3.5%)
In 1973 in the US there were approximately 1,921,000 deaths (9.5 per 1000)
In the US a new person is born approximately every 8 seconds.
In the US one person dies approximately every 12 seconds.


Your birthstone is Peridot
The Mystical properties of Peridot
Peridot is used to help dreams become a reality.
Some lists consider these stones to be your birthstone. (Birthstone lists come from Jewelers, Tibet, Ayurvedic Indian medicine, and other sources)

Sardonyx, Diamond, Jade

Your birth tree is

Poplar, the Uncertainty

Looks very decorative, no self-confident behaviour, only courageous if necessary, needs goodwill and pleasant surroundings, very choosy, often lonely, great animosity, artistic nature, good organiser, tends to philosophy, reliable in any situation, takes partnership serious.


There are 232 days till Christmas 2006!
There are 245 days till Orthodox Christmas!

The moon's phase on the day you were
born was waxing gibbous.

Este gajo tem hobbies a mais!

 
 

knit

 
Isto é tão estúpido, mas sinto-me mais feminina só porque estou a aprender a fazer malha, lol.
 

done

Done: 1h40 (e, e... já é muito!)
 
Escrevi um bocadinho, revi um bocadinho. Vou para o capítulo oito (são dez).
 

write

To Do: Duas horas de escrita/revisão.
 
I'll report back.
 
 

sexta-feira, maio 05, 2006

Já sei fazer malha :)

Ou pelo menos um ponto.

Aquilo é giro. Devagarinho, pouco a pouco lá me vou entendendo com as agulhas.
'Tou a fazer uma espécie de cachecol para a Barbie, lol. (Não, eu não tenho Barbie. E no meu tempo eram Tuchas.)
Bom, é só para treinar por isso é pequenino.
Segunda ou Terça a minha amiga deve-me ensinar a fazer mais pontos.

So far

Até agora tenho resistido à tentação de voltar a ver televisão.
Bom, mentira.
Não há tentação nenhuma.
Deito-me mais cedo e acordo mais cedo. Hoje acordei eram 7h20, mas fiquei mais uma hora na cama para não fazer barulho.
Levantei-me e fui para a bicicleta elíptica.
Devia ter feito pesos, mas não me apeteceu.
Agora, supostamente, devia estar a escrever.
Melhor: a corrigir o livro já escrito. Tenho aqui o capítulo ao lado...

Boas notícias: a minha prima trabalha na Livraria Castilho no CC do Colombo. Eu dei-lhe o "Sr. Bentley" e ela disse que ia pressionar o patrão para pôr lá o meu livro.
Resposta dele:
- Mas eu já tive 16 exemplares desse livro e vendi-os todos!
!!!!!!!!!!!!!!!!!
Fiquei contentiiiiiiiiiiiiiiiiiii :D
Vêem, meninos? 16 clientes da livraria Castilho Não Podem Estar Enganados!
Agora o Verão aproxega-se, se ainda não comprou o Senhor Bentley, é altura de o fazer! Vá para a praia com o Senhor Bentley!

/back to editing

(Tenho mesmo de arranjar um hobbie. Se não entro em desespero e começo a limpar a casa de cima a baixo - e isso Não Pode Ser. Uma amiga talvez me ensine a fazer malha.)

quarta-feira, maio 03, 2006

TV

Era Disto que eu estava à procura:
 
 
 
 
 

TV

 
 

links sobre escrita

(Para ler mais tarde.)
 
 
Technorati Tags : , , ,
 
 
 
 

Pura Economia

Pura Economia

Afinal...

... a culpa era do Blogger :p

New template back online.

A template...

... nova marou.

Por enquanto fica esta. Amanhã com mais paciência logo vejo o que se passa.

terça-feira, maio 02, 2006

Visita

A minha casa está limpa.
(Os meus primos vieram visitar-me.)


Deviam visitar-me todas as semanas.

Hobbie?

A pensar:

- Switch tools. If you normally use a computer, write with pad and pencil for a while. If you normally write hard sf, write fantasy. Get out of whatever rut you might be in.
- Change your writing environment. Rearrange your study, or go write in the library or a cafe for a while.
- Spend an hour a day in the library researching new ideas.
[Isto não posso fazer porque a biblioteca fica longe e o combustível anda caro. Para quando a comercialização do carro com motor a ar comprimido?]

- Rewrite a story a day. (Works best if you've got a lot of unsold stories lying around.)
[Não tenho. Tenho é muitas sinopses.]

- Take up a hobby. A lot of writers started writing as a hobby, and it slowly became their passion. That's cool, but it left an empty niche in your life where the hobby used to be. Find something else to fill it. You'll be amazed at how much you realize you missed that kind of thing. More to the point: you'll suddenly stop resenting your writing for not fulfilling that need, and you'll start to enjoy it for what it is.

[Está bem, mas o quê? Escultura? Piano? It takes money. Agora arrependo-me não ter aprendido a fazer crochet quando era pequena e a minha mãe me tentou ensinar. Alguém tem sugestões para hobbies? Vou precisar: Acabei de tirar a televisão da sala o_o. Devia pô-la no sotão para não ceder a tentações.]

- Binge! Gear up for a major writing weekend. Get your ideas ready, set a goal, and plan to work every waking hour until you're done. Cook meals ahead of time and freeze them so you can just nuke 'em and keep going. Tell your friends you'll be out of touch. Turn off the phone ringer and put a message on your answering machine telling people to send the cops if they really need to talk to you that bad. Lock yourself in your study and don't come out until you've committed fiction.
[TAMBÉM já pensei nisto, acreditam? Talvez um dia... not yet. Tipo, 8 horas a escrever. Ouch. ]

Give Up TV...

Acreditam que já pensei NISTO, mas apenas durante um mês, vá lá, dois?

- Unplug the TV for six months. This is a tough one, but it's the one with the biggest potential for shifting your priorities over to writing. You can gauge your need for it by your resistance to it. If you can't imagine giving up your favorite programs in favor of writing (or if you're more faithful to your viewing schedule than to your writing schedule), you should probably remove the TV from the house permanently; but no matter what you do, give it six months, minimum, before you even look at it. Turn the screen to the wall. Seriously. What's more important to you: your writing or TV? Find out.

Seis... SEIS? 0_0

Acho que vou fazer isto. Um mês. Sim. Vou!!!!!!
(Mãezinha.)

Outro problema é a internet.
Mas - seis meses sem internet. Um mês. UMA SEMANA.

Não, não. Pior do que isto é arrancar um dente sem anestesia.
Ok - TV sim, net não. Not yet.
Talvez haja um "apagão". Ou uma cegonha, lol.

- Read a book a day (for inspiration).
[Bom, sem tv se calhar até sou capaz.]
- Keep more than one project going at once. Switch to another the moment you slow down on one.

[Isto não sou capaz. Tenho de me concentrar num projecto de cada vez.]

Um mês. Sem. Televisão.
I can. Do. It.

De 2 de Maio a 2 de Junho.
É melhor anunciar publicamente senão não tenho coragem para o fazer.

50 estratégias

50 estratégias para trabalhar (na escrita)

[Em inglês.]

Algumas, mencionadas, que resultaram comigo:

- Schedule your day's activities--and schedule writing hours first. This doesn't necessarily mean putting them first in the day, but putting them on the schedule itself first, so they get priority. Schedule everything: bathing, eating, sleeping, telephone time (outgoing calls, at least), walking the dog--everything. Then, if it's not on the schedule, don't do it. Schedule it tomorrow.

- Write to music. Put two or three CDs in the player and stay at the keyboard until they're done. Crank it up. Boogie a little. That's not just background noise; that's the sound of you working.

- Set a quota of pages written per day. Make this realistic. The object isn't to prove anything to anybody, but to give yourself a reasonable goal to shoot for, one you'll actually be able to hit every day. If you go over it, that's cool, but all you have to do each day is hit the quota. The catch: Extra pages don't count toward the next day's quota.

- Set a quota of hours worked per day/week. The same applies here as with page quotas. Make it realistic.

- Hide your wristwatch in a drawer. (Meaning: reduce your dependence on the clock. Let your inner circadian rhythms tell you when it's time to write and when it's not.)

[No meu caso: virar o relógio para a parede.]

ISTO tenho de experimentar (lol):

- Generate story ideas mechanically. Roll dice and pick characters and settings from a list. Tumble a desktop encyclopedia downstairs and write about whatever it opens to when it lands. Throw darts at your bookshelf and write a homage to whatever you hit. The goal here is to demystify "idea" as a stumbling block. Ideas are a dime a dozen once you learn how to find them. Become a supplier rather than a consumer.

[E usar o tarot para criar histórias/personagens. Note to self: comprar um baralho primeiro.]

- Outline. Plan everything you're going to write, scene by scene, all the way through to the end. Do your research while you're outlining, so by the time you start writing the actual story, you're already living in that world. With a detailed enough outline, the actual writing becomes a matter of choosing the right words to describe what you've already decided to tell. You can concentrate on style and let the plot take care of itself, because you've already done that part.
[Hum, uma sinopse muito completa não costuma resultar para mim... mas trabalhar na sinopse e fazer pesquisa ao mesmo tempo talvez resulte. A pensar.]

- Don't outline. Don't plan ahead at all. Feel the lure of the blank page. Trust your instincts and dive into the story, and don't look back until you're done.
[O meu método usual...]

Há mais lá. Vão espreitar :)

segunda-feira, maio 01, 2006

A inutilidade

"A inutilidade de metade dos deputados
José Macário Correia Publico 27-04-06

Passei na Assembleia mais de seis anos. Apesar das muitas actividades que exerci lá dentro, tive que arranjar muitas outras (públicas e não remuneradas) para dar alguma utilidade à vida. Até que me fartei. Optei por ganhar metade e trabalhar várias vezes mais como autarca
Aessência da democracia impõe, sem qualquer dúvida, a eleição livre de deputados em representação das populações de todos os pontos do território, bem como dos portugueses espalhados pelo mundo.
No nosso sistema político, como em qualquer outro saudavelmente democrático, cabe ao Parlamento a fiscalização efectiva, com dignidade, dos actos do governo, bem como a produção legislativa mais relevante, seja ela de iniciativa dos próprios deputados, do executivo ou até dos cidadãos.
Mas é por de mais evidente que metade dos deputados não fazem nada de útil para o país. E são bem pagos com o dinheiro dos contribuintes. Boa parte do ano não há qualquer trabalho, e o que há chega e sobra para 20/30 deputados. E durante as semanas ditas de "trabalho parlamentar", metade deles vagueiam pelos corredores, tratando de intrigas ou de assuntos particulares, sem qualquer interesse público. Sem falar dos que chegam às 11h, com a cabeça ainda húmida, face a uma noite mais prolongada.
Já várias vezes, algumas personalidades políticas com prestigio sugeriram a redução a 180 deputados ou até a 150. Na verdade, a redução de 250 para os actuais 230, foi bastante tímida. Por comparação com o que se passa no mundo democrático, ainda me parece que 150 são de mais, apontaria mesmo para 120 como desejável para uma boa eficácia e responsabilização de cada um deles. E com eleição diferente da actual. Deveríamos caminhar quanto antes para círculos uninominais, ainda que com um circulo nacional em paralelo.
É óbvio que é o próprio Parlamento actual a rejeitar a sua própria redução, ou a criação de círculos de eleição personalizada. Têm medo disso. Mais de metade não seriam eleitos em caso algum. Por isso faltam, à quarta-feira, quando o comum dos cidadãos trabalha cinco dias por semana. Falo por conhecimento directo. Passei na Assembleia da República mais de seis anos. Apesar das muitas actividades que exerci lá dentro, tive que arranjar muitas outras (públicas e não remuneradas) cá fora para dar alguma utilidade à vida. Até que me fartei daquilo. Optei por ganhar metade do que ganham os deputados e trabalhar várias vezes mais. Sei da utilidade do que faço. Sei da inutilidade de muitos em S. Bento. O drama é que no aparelho dos partidos políticos não se leva muito a sério a qualidade dos grupos parlamentares. O partido que governa deixa em S. Bento as segundas e terceiras escolhas. Os partidos da oposição têm lá o que as circunstâncias ocasionais determinaram.
Em muitos casos não imperaram critérios de qualidade, de competência e de dignidade assinalável. Assim o prestígio do sistema não ganha nada. Enquanto os partidos estiverem organizados com base no distrito e fizerem as contas a quantos deputados potenciais perderiam por cada círculo distrital actual (com a redução global desejável), pouco mudará. Fazem logo o raciocínio aos lugares (tachos) que se perdem em certos distritos, onde os artistas do aparelho não sabem fazer mais nada. E nós vamos pagando isto.
É preciso ter coragem e não deixar no esquecimento o triste episódio da quarta-feira santa. Ele é apenas um sinal de muitos outros, da inutilidade absoluta de metade dos deputados da nação. Há que reduzir o seu número e dignificar-lhes as funções e as do próprio Parlamento."

Presidente da Câmara de Tavira
José Macário Correia Publico 27-04-06
Presidente da Câmara de Tavira

ESCRITOS OUTONAIS: ONDE ESTAVA NO 25 DE ABRIL?

ESCRITOS OUTONAIS: ONDE ESTAVA NO 25 DE ABRIL?

Um relato emocionante por quem o viveu.

Eu, por minha parte, fico contente só por ter aprendido a andar num Portugal já livre.

O Portugal que eu conheço, que eu experimentei, nunca foi outra coisa senão livre e democrático.