sábado, novembro 26, 2005

Have compassion for yourself when you write. There is no failure – just a big field to wander in.
- Natalie Goldberg


If you don’t like what you’re writing, lower your standards. – William Stafford (lol)
Never disturb a writer as his craft. He will turn and bite to the bone, not knowing what he does.
- Robert A Heinlein

Writing is a legal way of avoiding work that without actually stealing and one that doesn't take any talent or training.
- Robert A. Heinlein


True.
ante mare, undae

Muito bom.

sexta-feira, novembro 25, 2005

http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=182349&idselect=10&idCanal=10&p=94

Deus. Do. Céu.

0_0

Deus me perdoe por ter sido esta a primeira coisa em que eu pensei: os homens são tão idiotas.
E quantas esposas, namoradas e mulheres eles não contaminaram sem o saber?
Hoje levei 3 horas (com várias interrupções) para escrever duas mil palavras. Chiiiiça!
Estou nas 43 mil palavras. Falta pouco.

quinta-feira, novembro 24, 2005

quarta-feira, novembro 23, 2005

the dragon's lair


the dragon's lair, originally uploaded by helveticaneue.

Hoje não vou poder escrever, tenho uma consulta no médico às 9h e depois o resto do dia ocupado, mas estou nas 39 mil palavras, portanto, falta pouco para acabar. Em menos de 7 dias planeio terminar de escrever as 50 mil palavras.

Bom, tenho de ir.

segunda-feira, novembro 21, 2005

sábado, novembro 19, 2005

Ando a ler António Lobo Antunes.

É bom.


Mas não é nenhum Camilo Castelo Branco.
2 mil palavras hoje. Passei das 33 mil palavras. Já não falta tudo.

Gotta. Keep. Writing.

segunda-feira, novembro 14, 2005

Hoje é o 3º dia que El Gatarron não dá as caras. Está demasiado frio para andar à caça de gatas (suponho eu). Onde raio é que o gajo anda?

domingo, novembro 13, 2005

[Voltei ao layout anterior. O outro estava a fazer-me o carregamento da página demasiado lento. Apesar de bonito.]
Reparei que no Opera a barra aparece do lado esquerdo. Tirei a imagem porque pensei que estava a atrasar o download do blog, mas pelos vistos não estava.

In other news: tenho, no total, 26 mil palavras. Só me faltam 24 mil. Já não falta tudo.
E o carregamento da página está lento para caraças, não está?
Alguém me explica porque diabo não consigo pôr a barra que está lá em baixo do lado direito aqui - no lado esquerdo?!?!?! E não em baixo, mas mesmo Ao Lado.

Que raiva, não percebo nada disto.


(Someone. H E L P)
Esta tipa diz Tudo![link]

"Julia Cameron: We are ecosystems. Creativity is an
ecosystem. If we want to be creative, we fish from the well of the ecosystem.
It's as though you have an inner trout run and when you strive for creativity
you're fishing out of it. Then you need to replenish it, restock it.
When
you walk, a couple of things happen. One is that you have an image-flow moving
at you. You see and notice things. You see a tiny little bird skittering under a
pine branch. You see a homeless person if you're in the city. You note the
image, and the image goes into the well. The well is part of the heart, and
that's where your art comes from.
Walking also moves you across the bridge
into a larger realm of ideas. It allows you to listen to a different frequency.
I experience it as a sort of click in the back of my head. I begin to have
insights and inspirations which seem to be of a simpler and higher order. There
is something enormously powerful about visualizing and moving at the same time.
It may just be because we have more energy to deal with, but it really helps
things to clarify, and once something clarifies it begins to be able to
manifest.
I call it crossing into the imagination. When we make things they
begin as thought forms, as spiritual blueprints, and when we are walking and we
visualize something, we're actually drawing it into form. As a writer, if I have
a tangled plot line, I go for a walk. I'm not thinking particularly about my
plot; I'm thinking about the little wren that I saw, I'm thinking about the
mallards, if I'm in New York maybe I'm thinking about the antique velvet rope
that I saw in the shop window. And as I'm thinking about these things, "Oh!
That's what I can do with my plot" emerges. Creativity is sort of Zen: as you
focus north, solutions emerge south. It's not linear."


Hoje só consegui escrever, até agora, 600 palavras. E foram arrancadas a ferro. Ver se consigo escrever pelo menos mais mil palavras.

sexta-feira, novembro 11, 2005

From Cliff, Little Doom, CA


From Cliff, Little Doom, CA, originally uploaded by imagebysp.


, originally uploaded by Ed Karjala.

Ferry


Ferry, originally uploaded by brianchapman.

grim #2


grim #2, originally uploaded by Buttersweet.

house on peter


house on peter, originally uploaded by wvs.

Forsaken by Society


Lindo.


==========

"THE RICH MUST LIVE MORE SIMPLY SO THAT THE POOR MAY SIMPLY LIVE." - Mahatma Gandhi


=====================

If you are having difficulty with a book, try the element of surprise: attack it at an hour when it isn’t expecting it. ~H.G.Wells~


Done today: 2800 palavras.

quinta-feira, novembro 10, 2005

blue morning


blue morning, originally uploaded by aliasgrace.

And now for something Blue.

Ou: tenho o jantar ao lume.

(E hoje escrevi o total de 1h20, 1770 palavras.)

O pior de tudo é: tenho de arranjar a outra metade da história. Podia ir aos dares, mas não me apetece pôr lá pelo meio um ninja que desate a matar as personagens.

*sigh*

Sunset in the clouds


Sunset in the clouds, originally uploaded by Roger Smith.

[Da série: Isto Não É Meu, Mas, Ó, Quem Me Dera Que Fosse!]

UMA CONCHA A CAMINHO DE LIVRO?

Esta concha vinda de longe, concha com uma estranha roupa, talvez uma roupa de festa, talvez uma roupa de núpcias, esta concha, talvez, possa um dia tornar-se livro, vestir-se de livro, entrar dentro de um livro. Três pinceladas de tinta acrílica ela recebeu em certa manhã de maio. E agora, agora que maio termina, ela é uma concha outra, não mais a concha do mar, mas concha que paira no centro de um mínimo universo, beiradas de um buraco negro, beiradas de um minúsculo planeta, na rota de uma mínima estrela. Que concha é esta então a caminho de ser a página de um livro? Que concha é esta solta no ar, aeroplana concha, concha agora em duas luas convertida, com suas duas luas que são as abas de suas duas páginas calcáreas?(Paulinho Assunção)

The Monarch Reigns On


The Monarch Reigns On, originally uploaded by BombDog.

terça-feira, novembro 08, 2005

In other news.

À data os participantes do nanowrimo já escreveram:

174,110,586.

Palavras.

Uau!

Eu, por minha parte, contribuí com umas modestas 15 mil palavras (provavelmente mais).

Hoje não trabalho. Fixe.
Ao ilustre visitante que me visitou a partir de Saint-Jean-sur-Richelieu um grande OLÁ.


(Gosto do nome da terreola. Gosto.)

segunda-feira, novembro 07, 2005

Arriving


Arriving, originally uploaded by angelocesare.

Oh, quero lá ir.

Dream #4


Dream #4, originally uploaded by angelocesare.

Belas cores. Estranhas.

Only leaves


Only leaves, originally uploaded by angelocesare.

Tenho tanta coisa para dizer e eu aqui sem palavras.
[Isto Não É Meu.]


Então Doutor, foi exatamente naquele momento que eu descobri o quanto sou apaixonado por ela- aquela mania de bocejar na minha boca, depois levantar com um sorriso e sair andando puxando a calcinha da bunda- eu adorava este processo de acordar que era só dela. Tê-la dessa maneira, na minha cama. Seria nosso retorno feliz, mas ela sempre surge com questões que eu não sei responder, malditas questões. Não sei o que acontece, essa mulher me cala a boca e os movimentos. É tudo, desde anestesiar meu tesão até bloquear minha mente. Saiu batendo porta com aquela cara emburrada de última vez- toda vez é uma última, e não tem fim. Mas talvez dessa específica vez tenha sido a última. Eu fui com ela caminhando pela orla, e ela já não dizia nada. Olhava o chão sem expressão alguma, peguei na mão dela, e seguimos um largo pedaço assim, de mãos dadas, ela olhando a pista, os carros, sei lá o que. Eu tinha muito o que dizer, juro que tinha, mas não consegui formular nada, absolutamente nada. Dizer o que? Olha, eu te amo, volta pra minha vida? Ela diria que isso é um clichê barato, uma fuga desesperada inconsciente. Porque era assim, e um mês depois outra briga, e outra. E agora caminhávamos como dois estranhos, como duas pessoas isoladas numa cama. O sexo era incrível, eu fui pensando no corpo dela, no quanto me faria falta, no cheiro, no gosto, no jeito que ela me tocava. Chegamos ao ponto, ela pegou um taxi e não me deixou abraçar, foi a última vez que a vi , há 9 meses atrás. Eu ainda deixo algumas coisas da casa do jeito que ela fazia- a pilha das latas de condimentos, as toalhas no banheiro, a posição dos porta retratos- acho que é aquele fio de esperança de que ela volte. Durante esse período saí com algumas mulheres, bebida, sexo, cigarros demais. É, eu voltei a fumar. Eu assumo esse processo de degradação pessoal. Nada me satisfaz. E não é dependência sentimental por ela, é paixão, amor, sei lá que nome posso dar a isso que eu sinto. O Senhor acha que eu deveria ter dito que sinto essas coisas todas por ela antes do taxi ter partido?

Camila Mendonça

domingo, novembro 06, 2005

Scheherazade No. 0011


Scheherazade No. 0011, originally uploaded by mynona.

sábado, novembro 05, 2005

sophia aleah


sophia aleah, originally uploaded by SaintAlia.


, originally uploaded by o MUNDO pelos MEUS olhos.

Pescadores


Pescadores, originally uploaded by jlvelazquez.


, originally uploaded by f.mandarino.

Lindo.

sexta-feira, novembro 04, 2005

Castillo infernal.


Castillo infernal., originally uploaded by xip.

Ó, que bonito, o inferno.

Já levei El Gatarron ao vet.
Agora só para o ano!

(Se ele se deixar agarrar...)

Tanta malta que lá havia...
Hoje tenho de levar o gato (El Gatarron, porra, 'tá mais gordo do que um abade) ao veterinário.
Ainda não o alimentei, quero que coma com tamanha sofreguidão que nem note o sabor esquisito da comida (comprimidinho - para ficar tratável às mãos do vet - desfeito em pó e misturado no chop-chop). O sacana agora deu em baptizar a roupa lavada, o quarto, enfim. Começo a contemplar com grave seriedade castrá-lo. Tenho muita pena, meu lindo, mas a minha casa não tem religião conhecida, não precisa de ser borrifada. Vai lá marcar o território para outra freguesia. Ou, no caso - não. Sinto-me culpada. 'Tadinho do gato, castrá-lo, pá. Eh pá, não sei. Pergunto ao vet hoje se a ânsia de baptizar tudo que encontra se mantém após a castração.

In other news.

Hoje escrevi três horas. Wow, go me. Não tenho plano nenhum, história de nenhum tipo, resquício ou a leve sombra de fio condutor que ligue a desconexa narrativa - mas que se lixe. A continuar a este ritmo espero terminar o mês com um total de, pelo menos, cem folhas A4 cheias de tudo e de coisa nenhuma. É esse, aliás, o objectivo. Eu costumo pensar Antes (de escrever), agora vou pensar Depois.
Ensaio novo método. Ver se entro no espírito da reescrita de cabeça, como se mergulhasse no gélido oceano. Posso gostar - ou apanhar uma pneumonia. Logo se verá.

Tenho, à data, cerca de 9700 palavras desde o início do nanowrimo.

Hoje, ao fim de 40 folhas escritas, é que construí o esqueleto de uma sinopse, lol.

Mas está a ir bem. Não posso é falar da história senão, vup, ela "vai-se embora". Parte, para outras paragens. Parte não, porque as histórias somos nós que as fazemos, elas não existem já construídas e perfeitas nalguma parte do universo, esperando que alguém as materialize na escrita.

, originally uploaded by honeyisland.

lonely beach color

quinta-feira, novembro 03, 2005

«Doentes mentais regressam à família


Jorge Godinho

O Hospital Miguel Bombarda pode vir a ser substituído por serviços do Ministério da Saúde
O ministro da Saúde, Correia de Campos, pode vir a encerrar alguns hospitais psiquiátricos de Lisboa, Coimbra e Porto. O objectivo é reduzir o internamento hospitalar e devolver os doentes mentais às suas famílias. Mas só àquelas que se mostrem favoráveis ao seu acolhimento.»


Filhos da puta >:[


E, adivinho, SEM ACOMPANHAMENTO MÉDICO POSTERIOR.

Cabrões dos gajos do Governo. Não devem ter familiares doentes mentais. Não sabem, não conhecem, não imaginam o sofrimento dos familiares.
E se imaginam estão-se magnificamente a Foder para o seu sofrimento.

Merda de país. Merda de governantes. Fechar Hospitais Psiquiátricos!

Bestas, Bestas, Refinadíssimas Bestas! Que Deus vos presenteie com um filho esquzofrénico, ou mãe, ou pai, ou neto, ou esposa! Para saber como elas mordem!


RaivaRaivaRaiva.

NÓS NÃO MERECEMOS ESTES FILHOS DA PUTA A GOVERNAREM-NOS A VIDA!
Recebi ontem as provas do Senhor Bentley, o Enraba-Passarinhos. Corrigi alguns, poucos, erros.

Tou contentiiiiiiiiiii! :D

Cada vez gosto mais deste livro.

Ah, e tem ilustrações.

É pena não sair na altura do Natal. Seria um magnífico presente!

A sério, quando o lerem, vão adorar este livro.


/a puxar a brasa à minha sardinha :p
Tive de retirar a caixa dos comentários. Estavam a atrasar o carregamento da página.

quarta-feira, novembro 02, 2005

Auroral*


Auroral*, originally uploaded by imapix.

River Walk


River Walk, originally uploaded by BombDog.

Anthropomorphic Roots


Anthropomorphic Roots, originally uploaded by *Mike D.

A participar pela terceira vez.
No primeiro ano ganhei.
No ano seguinte devo ter chegado às 20k, 30 mil palavras se tanto.
O ano passado não participei.
E neste quero sair vencedora :)


Doing nano, nano, Nano!

Três horas hoje. À mão. Porque prefiro e gosto e quero.

segunda-feira, outubro 31, 2005


My blog is worth $15,242.58.
How much is your blog worth?

Halo


Halo, originally uploaded by Michael Nagel.

Among Ancestors


Among Ancestors, originally uploaded by ghostbones.

the Strange Occurrence at Donlens Glen

Huuuu...

domingo, outubro 30, 2005

Adoro estas merdinhas! Adoro, adoro, adoro!
"You don't have to burn books to destroy a culture. Just get people to stop reading them." [Ray Bradbury]
Hoje escrevi durante 4h30.
(Três horas seguidas, intervalo alongado, e depois mais hora e meia.)

Mantendo a velocidade sou capaz de atingir as 50 mil palavras do nanowrimo em quinze dias, lol! (Não contando, evidentemente, com tudo o que já escrevi antes.)

sábado, outubro 29, 2005

Um Par de Horas

Ele usa óculos. tem de ser. pitosga, míope, defeito de fabrico. usa chapéus em dias chuvosos. tem internet de banda larga em casa. é bonito. ainda possui os dentes originais. é cliente de um banco qualquer e não gosta de pagar comissões (quem gosta?).
No trabalho dizem-lhe coisas lindíssimas: faz isto, o prazo 'tá a acabar, tens de falar com o cliente, podemos perder a conta, senhor doutor na segunda não posso vir, senhor doutor, a minha mãe está no hospital, doutor, doutor!, o doutor Rosado chamou-o. é urgente. é muito urgente. é demasiado urgente.
Tem um gato. um fabuloso felídio que se julga superior. naturalmente alimenta-o porque o esmaga tamanha superioridade, na verdade inveja-a. seria melhor pago, considera, se fosse tão arrogante.
É bonito, já disse.
Tem o dom da palavra.
Tem um ar intelectual.
Lê muitos livros.
De ficção científica, fantasia e horror.
Vai ao Fantas todos os anos.
Escreve sem erros ortográficos.
Matou a mãe in a freak accident (a polícia ilibou-o).
Teve a primeira namorada aos nove anos. gosta de se mascarar no Carnaval. é mesmo giro, já disse. não se casou ainda porque não calhou. se o pedissem em casamento encolheria os ombros e replicaria: porque não? aceita levemente as coisas, levemente o mundo, a vida levemente não lhe pesa.
Flutua.
Perdoa com facilidade, com facilidade esquece. os amigos lembram-se dele quando precisam de ajuda e isso não o incomoda (que estupidez! A mim incomoda-me!). conheci-o num curso de escrita criativa. estava, hesitante, à entrada, um pé dentro e outro fora, o cabelo mal-penteado e eu se fosse de amores fáceis apaixonar-me-ia no instante. o facto é que sou de amores difíceis e já não tenho onze anos, a Idade das Hormonas Pululantes (ou Saltadoras, escolham).
Segui-o um par de horas. viagem aborrecida. o tipo é chato.

quinta-feira, outubro 27, 2005

É tão esquisito dizer: eu hoje só escrevi duas horas.
(À mão.)

After Fire


After Fire, originally uploaded by La Stregadelnord.

O inferno de Dante...

terça-feira, outubro 25, 2005

maid of the mist


maid of the mist, originally uploaded by Kalense Kid.

Romero Homage


Romero Homage
Originally uploaded by ghostbones.



Eis a imagem que me inspirou a criar o Senhor Bentley (que é uma besta, a propósito. Avisamos já).
Quanto ao Senhor Bentley, o Enraba-Passarinhos, update!

Em princípio o lançamento do livro será em Janeiro!


Espero ver filas na Fnac! Filas a extravazar para a rua, a darem a volta à esquina!

Marquem. Os vossos. Calendários.

segunda-feira, outubro 24, 2005

Fishing at Sunset 3


Fishing at Sunset 3
Originally uploaded by ricko.

Lindo. Fabuloso.

The-Ferryman


The-Ferryman
Originally uploaded by ghostbones.

Eu vou para o inferno dos Escritores Que Não Escrevem :|

De certezinha.

Castigo Merecidíssimo.


In unrelated news: preciso de uma template nova. 'Tou farta desta. Preguiça de procurar. Ou de aprender a fazer isto.

Pois! É agora! Sim! VOU ESCREVER, CATANO.


*sigh*


Ando cheia de ideias, porém pô-las em prática é outra história.

Exemplo: criar um blog (ou usar este) para escrever 100 histórias. Ou melhor: 50. 50 seriam públicas e 50 seriam minhas (ou seja: não as partilharia). 100 dias 100 histórias. De qualquer tamanho. 100 palavras. Mil. 5000 palavras, se estivesse num dia produtivo.

Só que. NumMaPetece...

House of the Holy


House of the Holy
Originally uploaded by ghostbones.

domingo, outubro 23, 2005




Já não consigo postar fotos directamente do flickr.

Ao lado uma foto deste tipo.

[Mas esta merdinha agora é só com word verification que se pode postar?!?!?!]
Go here. Now.

Tão lindo.


O blog: http://www.ghostbones.blogspot.com/

London


London, originally uploaded by thevampireairion.

Oh...

avenue


avenue, originally uploaded by thomassie.

Uma avenida. Só minha.

Krakow in fog


Krakow in fog, originally uploaded by the6e.

Quero olhar lá para fora, ver esta paisagem, ver estátuas ganharem vida, pedirem um galão no café, ali aquele que fica ao pé do Júlio de Matos, conhecem-no?

lifetime exposure


lifetime exposure, originally uploaded by mindfulness.

Hoje quero escrever muito.
Maldita preguiça que me tolhe.

naeg


naeg, originally uploaded by mindfulness.

autumn fade


autumn fade, originally uploaded by mindfulness.

Lindo demais.
Por demais lindo.

sábado, outubro 22, 2005

[Another memorable quote.]
Books get written by gluing one's behind to the chair and writing them.
~ Mercedes Lackey ~
[É que não há outra maneira, mês lindes.]
As a writer you are free.
You are about the freest person that ever was.
Your freedom is what you have bought
with your solitude, your loneliness.
~Ursula K. Le Guin~

quarta-feira, outubro 19, 2005

Oeste Bravio

Óptimo blog.



E a tipa do Matraquilhos, onde é que anda?

Continuo a achar uma Fo-lei-ri-ce apagar blogs.


Aposto que ela volta.

segunda-feira, outubro 17, 2005

Alguém me consegue fornecer os detalhes da data de nascimento (local, dia e hora Exacta - muito importante -) destes senhores:

- Carlos Cruz; Jorge Ritto; Carlos Silvino; Ferreira Diniz; Manuel Abrantes; Ferro Rodrigues; Paulo Pedroso; Herman José e Hugo Marçal.

A quem conseguir, um muito obrigada.

Para que preciso disto? Tenho curiosidade em ver a carta natal astrológica destas pessoas. Apenas isso.

domingo, outubro 16, 2005

wasteland


wasteland, originally uploaded by solea.

Eu devo ter algum fetiche por árvores.

Ou talvez prefira as árvores às pessoas.
Elas mantêm a pose. As pessoas mexem-se.
As árvores esperam.

Hometown of mine


Hometown of mine, originally uploaded by Quizz.

Adoro este tipo de ambiente. Gostava de lá estar agora. Não ver um palmo à frente do nariz. Cruzar-me com anjos cáídos, demónios belos.

sábado, outubro 15, 2005

Concordo em género, número e grau.

Quer-se dizer, quem não tem dinheiro, isto os julgamentos são rapidíssimos! É cá uma Rapidez! Louvaria se fosse de louvar, mas não é.
Enquanto que os gajos da Casa Pia é o que se sabe e vê. Chegamos a um Estado em que a República não tem ter vergonha de Não Ter Vergonha Publicamente.

Em baixo, o post, completo.

«A rapidez com que decorreu o julgamento foi exemplar em vários aspectos. Primeiro, defesa e acusação não se degladiaram [sic] em tribunal, evitando ambos protelar a produção da prova ou causar embaraços desnecessários. Depois, o colectivo de juízes também não permitiu desvios do essencial que estava em análise. Não se perdeu tempo em requerimentos, nem na discussão de assuntos paralelos. As perguntas restringiram-se aos factos em julgamento, o que evitou até a existência da tensão que habitualmente marca este tipo de processos. Relativamente à comunicação social e à informação disponibilizada ao público em geral, o tratamento voltou a ser exemplar. No final das sessões, senão mesmo nos intervalos, os magistrados nunca evitaram esclarecer as dúvidas motivadas pelas deficientes condições acústicas da sala de audiências. Também os jurados pareciam estar perfeitamente integrados no tribunal. E frequentemente eram motivados pela juiz-presidente a interpelar as testemunhas, o que faziam amiúde.»

É assim que no Público de hoje se comenta o desenrolar do julgamento do «caso Joana». Na edição online, esta «caixa» — Julgamento e tratamento exemplares — não vem assinada, mas deve ser da responsabilidade da jornalista que assina a peça principal, Tânia Laranjo. Que alguém, num país civilizado, possa considerar exemplar um julgamento que se esgota em três sessões, mesmo que ninguém saiba, de facto, o que está a ser julgado (homicídio, rapto ou venda de menor), eis o que eu não julgaria possível. Com tal «exemplo», a hipótese de emigrar para Cuba ou para a Coreia do Norte torna-se menos inquietante.

quinta-feira, outubro 13, 2005

Que imagem tão bonita.
(Roubado daqui.)

Joseph-Desiré Court

Interior


Caminha na estrada rugosa, sem sentimentos. Sem movimento interior ou com todo o movimento interior possível. Atordoada. Hoje, a magia. Hoje a magia está na rua. A magia não lhe sai das mãos, há que buscá-la lá fora, na rua, escavá-la da terra, bebê-la da chuva, senti-la creeping in into her bones. O sono libertou-a durante a noite. Na vigília é necessário reconquistar tudo. Menos a vida. Vida há ali em abundância. A morte não existe e essa é a grande falha. Com a magia virão os sentimentos.

Ela, a caminhante, tem uma alma venturosa e inveja o sangue martirizado dos outros; inveja o grito das gaivotas ao pé do mar porque sentem o cheiro da maresia. Gostava de ter janelas para poder ver o oceano. Talvez as construa com o movimento das mãos e a imaginação logo que recupere o que o sono libertou.

Ao fundo da rua, na grande poça de água deixada pela chuva, mergulha os braços e retira um molho feito de feixes entrecruzados, pedras e poeira e enfia-o na carne do ombro. Pronto, já está, pensa. Chateia ter de repetir o ritual todo o santo dia, mas não tem força para manter a magia durante a noite. É demasiado desprendida, urge-a o sentimento da liberdade adiada. Contempla palavras como “liberdade” e pergunta-se “Quando?”. É por isso que o feixe de pedras, paus e pó se vai embora: não encontra força na receptora para o manter fixo, costurado à carne.
A ler.

Os pobres fodem-se sempre.

E os ricos safam-se. Merda de país.

terça-feira, outubro 04, 2005

segunda-feira, outubro 03, 2005

(Texto que fiz para participar neste desafio do Escreva! Podem participar até 26/10/2005.)


O Gato


Sou o (nome ilegível por razões de segurança), mas chamem-me Gato. Ou Bichaninha, como a bípede que eu adoptei. Sou um agente secreto ao serviço da SIS. O meu trabalho é impedir que a Zulinha, periquita, alcance a dominação do mundo inteiro. É uma tarefa complicada. A gaiola está lá no alto e, mesmo se eu lá chegasse, não tenho polegares o que torna impossível abri-la. Já os encomendei ao Q, mas o gajo não se despacha. Só tem olhos para o Bond. Bem me roço nas suas pernas, mas não resulta. Ver se com unhadas e dentadas ele percebe a mensagem. A Zulinha planeia apoderar-se do mundo, derrubar todos os líderes planetários. Dá as suas ordens logo de manhãzinha ao seu exército crescente: as aves livres do exterior. O SIS encarregou-me da sua eliminação e eu nunca falhei num trabalho. Perguntem ao Bond – ele lixa sempre as coisas e têm de me chamar a mim para pôr tudo nos eixos. Ah, a bípede! Hum, peixe. Não é que eu não aprecie, mas não se arranja um cozido à portuguesa, hã? Acabo de comer e deixo que me faça algumas festas. Mio-lhe, condescendentemente. Ela não percebe, mas o que eu estou a dizer é: não esperes por mim, eu tenho de salvar o mundo. E sigo, de cauda erguida, elegante, calmo. Afinal tenho estilo e as coisas não precisam de ser feitas a correr. Primeiro: dormir uma sesta. Não se pode salvar o mundo sem a digestão feita.