domingo, janeiro 19, 2003
sexta-feira, janeiro 17, 2003
Persevera. Perseverança. Carry on, dizem os brits. Continua. Jamais parar.
('Tá quietinho, não venhas para cima do meu caderno.)
(Raio do gato.)
(Ok, senta-te em cima do braço direito, pois, o que eu uso para escrever! Não me faz falta de momento nem nada...)
Estava no capítulo sétimo. E nada. Rien de rien. Talvez o mal esteja na falta de leitura. Não tenho lido nos últimos tempos. Falta de pachorra. Mas preciso. Se começo a encravar, a considerar a folha branca como um enorme campo de futebol, então é altura de regressar à leitura. E deixar a página em branco em paz, pronto. Amanhã vou à biblioteca.
E pago o sacana do parquímetro.
::..::..::
Mudando de assunto.
Se alguma vez tiverem a proposta de publicação de uma editora a primeira coisa a fazer, neste país, é ir a CORRER INSCREVEREM-SE NA SPA. A Sociedade Portuguesa de Autores oferece uma protecção a que, sozinhos, nunca terão acesso. Ok, a jóia (quando me inscrevi) foi de 25 contos (au!). E depois ficam com uma percentagem do que cobrarem em vosso nome (dez por cento se não me engano). Mas ficarem com 90 por cento de alguma coisa é melhor do que ficarem com 100 por cento de NADA!
É pena não existir em Portugal a figura do agente literário, à imagem de outros países (civilizados). O agente literário contacta as editoras e vende a vossa obra em vosso nome. Faz a administração dos direitos, do carcanhol resultante. Ou seja, vai além da spa, que se limita a ir chatear os cornos aos editores e pedir o dinheiro a que os criadores têm direito.
Portanto, a reter (tatuem-no num sítio corporal de fácil acesso, de modo a não se esquecerem): a vossa obra (poesia, prosa, ect) é aceite por uma editora, vai ser publicada; acção seguinte - antes de assinarem porra alguma com a dita, inscrevam-se na SPA, que tomará as rédeas da coisa a partir dessa altura.
Got it? 'Tá tatuado? ´Tá memorizado?
Depois não digam que não avisei. Acreditem, falo por experiência.
('Tá quietinho, não venhas para cima do meu caderno.)
(Raio do gato.)
(Ok, senta-te em cima do braço direito, pois, o que eu uso para escrever! Não me faz falta de momento nem nada...)
Estava no capítulo sétimo. E nada. Rien de rien. Talvez o mal esteja na falta de leitura. Não tenho lido nos últimos tempos. Falta de pachorra. Mas preciso. Se começo a encravar, a considerar a folha branca como um enorme campo de futebol, então é altura de regressar à leitura. E deixar a página em branco em paz, pronto. Amanhã vou à biblioteca.
E pago o sacana do parquímetro.
::..::..::
Mudando de assunto.
Se alguma vez tiverem a proposta de publicação de uma editora a primeira coisa a fazer, neste país, é ir a CORRER INSCREVEREM-SE NA SPA. A Sociedade Portuguesa de Autores oferece uma protecção a que, sozinhos, nunca terão acesso. Ok, a jóia (quando me inscrevi) foi de 25 contos (au!). E depois ficam com uma percentagem do que cobrarem em vosso nome (dez por cento se não me engano). Mas ficarem com 90 por cento de alguma coisa é melhor do que ficarem com 100 por cento de NADA!
É pena não existir em Portugal a figura do agente literário, à imagem de outros países (civilizados). O agente literário contacta as editoras e vende a vossa obra em vosso nome. Faz a administração dos direitos, do carcanhol resultante. Ou seja, vai além da spa, que se limita a ir chatear os cornos aos editores e pedir o dinheiro a que os criadores têm direito.
Portanto, a reter (tatuem-no num sítio corporal de fácil acesso, de modo a não se esquecerem): a vossa obra (poesia, prosa, ect) é aceite por uma editora, vai ser publicada; acção seguinte - antes de assinarem porra alguma com a dita, inscrevam-se na SPA, que tomará as rédeas da coisa a partir dessa altura.
Got it? 'Tá tatuado? ´Tá memorizado?
Depois não digam que não avisei. Acreditem, falo por experiência.
quinta-feira, janeiro 16, 2003
quarta-feira, janeiro 15, 2003
Acontecência
O pai da moça donzela
queria o seu casamento
- a moça, o amor!
o pai da moça donzela
sonhava com flores e véus
- a moça com o amor!
o pai da moça donzela
fazia na mente mil festas
- a moça inquietudes
o pai da moça donzela
até economia fazia
- a moça, sonhos tangia!
o pai da moça donzela
queria o seu casamento
com Chico, dono da venda,
de terras e "pé-de-meia".
A moça apaixonada
fugiu com o negro Rufino
- encardido, bruto e bronco
como a testada da noite.
ADOLFO MAURÍCIO
(Passado no #poesia_e_prosa.)
O pai da moça donzela
queria o seu casamento
- a moça, o amor!
o pai da moça donzela
sonhava com flores e véus
- a moça com o amor!
o pai da moça donzela
fazia na mente mil festas
- a moça inquietudes
o pai da moça donzela
até economia fazia
- a moça, sonhos tangia!
o pai da moça donzela
queria o seu casamento
com Chico, dono da venda,
de terras e "pé-de-meia".
A moça apaixonada
fugiu com o negro Rufino
- encardido, bruto e bronco
como a testada da noite.
ADOLFO MAURÍCIO
(Passado no #poesia_e_prosa.)
Olhem só este lindo poema que me passaram no #poesia.
Diamor
I
É de cravo. Toque de pétala em minha boca
a tua língua redonda. Talo cálido
macio de ponta subtil de tamanho.
Olhos para cima ardendo incessante de cabelos
girassóis gémeos maduros no corpo do meio.
Punhal de luz de permeio
e no cabo da lâmina a pérola do umbigo.
Algas escorrendo ausência de Tejo nos dedos.
Cabo do mundo dos meus fascínios
dos meus delírios bem fundo que digo?
E o lugar dos joelhos hangares paralelos
insuspeitos de viagens rotuladas.
Ó gulas que as zonas do apetite jogam os dados
com pazes e êxtases estudados.
Outrora disseste rei terei
ó se minha arte tal fosse
porque leal e amor sou
homoalma increver-te no cosmos.
Minha mulher. O teu sexo de colher.
De sabor torrencialmente minha.
Beber-te moderno sumo do fruto.
Abundante por espasmos
de enormes segredos menstruados.
Sorver a plenos pulmões teu hálito mais secreto.
Esvair-me de concreto.
Ajoelho-me semeador ante a ternura
do cálice por ti aberto.
Desfoca ao longe a bebida
de já não vê-la de tão perto...
E o talhe de teus rins muita de Florença.
Pés de mármore de si rotativos a Sirius.
Ventre que em movimento flutua.
Fartura da lua.
Nádegas porcelares, carnagens lótus.
Aprumo de haste bambu ao Sol e a Marte.
Sexo de mim cação em teu sexo tubarão...
e o teu clito perdoa que não aparece!
Ó dor! Eis-te amor. Meu amor.
Nem Vénus. Nem de Cnido nem de Milo.
Muito branca muito morena e quente.
Muito querida e nua viva de frente.
II
É neste indecisão de folhas caindo caindo
decisão de altas artes plantas plantas
a boca me ardendo nas tuas mamas tantas
soltando-se em alces fugindo fugindo.
As horas sendo em nossos cabelos.
Uma a uma. Um a um. Do tempo a Tagus.
Meus olhos égides tristezas minhas
que as não desejo aos relâmpagos.
Aqui a solução é não sabermos nadar
me chamas irmã dos espaços morenos.
Entre ondas de carne e unhas seremos
medo cisma orgasmo de podermos voar.
Dórdio Guimarães
Diamor
I
É de cravo. Toque de pétala em minha boca
a tua língua redonda. Talo cálido
macio de ponta subtil de tamanho.
Olhos para cima ardendo incessante de cabelos
girassóis gémeos maduros no corpo do meio.
Punhal de luz de permeio
e no cabo da lâmina a pérola do umbigo.
Algas escorrendo ausência de Tejo nos dedos.
Cabo do mundo dos meus fascínios
dos meus delírios bem fundo que digo?
E o lugar dos joelhos hangares paralelos
insuspeitos de viagens rotuladas.
Ó gulas que as zonas do apetite jogam os dados
com pazes e êxtases estudados.
Outrora disseste rei terei
ó se minha arte tal fosse
porque leal e amor sou
homoalma increver-te no cosmos.
Minha mulher. O teu sexo de colher.
De sabor torrencialmente minha.
Beber-te moderno sumo do fruto.
Abundante por espasmos
de enormes segredos menstruados.
Sorver a plenos pulmões teu hálito mais secreto.
Esvair-me de concreto.
Ajoelho-me semeador ante a ternura
do cálice por ti aberto.
Desfoca ao longe a bebida
de já não vê-la de tão perto...
E o talhe de teus rins muita de Florença.
Pés de mármore de si rotativos a Sirius.
Ventre que em movimento flutua.
Fartura da lua.
Nádegas porcelares, carnagens lótus.
Aprumo de haste bambu ao Sol e a Marte.
Sexo de mim cação em teu sexo tubarão...
e o teu clito perdoa que não aparece!
Ó dor! Eis-te amor. Meu amor.
Nem Vénus. Nem de Cnido nem de Milo.
Muito branca muito morena e quente.
Muito querida e nua viva de frente.
II
É neste indecisão de folhas caindo caindo
decisão de altas artes plantas plantas
a boca me ardendo nas tuas mamas tantas
soltando-se em alces fugindo fugindo.
As horas sendo em nossos cabelos.
Uma a uma. Um a um. Do tempo a Tagus.
Meus olhos égides tristezas minhas
que as não desejo aos relâmpagos.
Aqui a solução é não sabermos nadar
me chamas irmã dos espaços morenos.
Entre ondas de carne e unhas seremos
medo cisma orgasmo de podermos voar.
Dórdio Guimarães
terça-feira, janeiro 14, 2003
Eu estou a morrer de Frio! Há neve a escorrer pelas paredes do meu quarto!
Update em relação à máquina de lavar: o meu pai telefonou para o homem ontem à noite. Hoje ele apareceu cá e arranjou a máquina. Levou dez euros.
Quer-se dizer! Andei dias seguidos a telefonar para o raio do homem e basta um telefonema do meu pai para o tipo aparecer! Tenho a a voz demasiado fina?! Será excesso de estrogénio da minha parte?!
'Tou lixada...
Update em relação à máquina de lavar: o meu pai telefonou para o homem ontem à noite. Hoje ele apareceu cá e arranjou a máquina. Levou dez euros.
Quer-se dizer! Andei dias seguidos a telefonar para o raio do homem e basta um telefonema do meu pai para o tipo aparecer! Tenho a a voz demasiado fina?! Será excesso de estrogénio da minha parte?!
'Tou lixada...
segunda-feira, janeiro 13, 2003
Ética no trabalho, é que nos manca enquanto portugueses. Há poucos meses a máquina de lavar da minha mãe foi arranjada. 19 contos. Sempre é mais barato que comprar uma nova. Dias atrás estragou-se outra vez. Com o mesmo problema. Telefonemas, vários, para quem (supostamente) a tinha arranjado - deram em nada. Não tenho vocação para peixeira e é nestas alturas que sinto pena disso.
Ética no trabalho, respeito pelo outro, enquanto cliente e pessoa, não existe neste país. Tenho vontade de pôr aqui os contactos do senhor com o aviso para Não o contratarem. Mas não vou. A tal vocação para peixeira que me falha, bolas. :(
Ética no trabalho, respeito pelo outro, enquanto cliente e pessoa, não existe neste país. Tenho vontade de pôr aqui os contactos do senhor com o aviso para Não o contratarem. Mas não vou. A tal vocação para peixeira que me falha, bolas. :(
sábado, janeiro 11, 2003
'Tou a morrer de frio, porra!
A gata gamou-me o roupão, mas é melhor fazer-lhe a vontade nestes dias lol.
To write or not to write, that is the question.
Vou em 4000 palavras. Já não é mau, podia ser mais. Tenho cerca de 3 meses para atingir a marca das 50 mil palavras. Muita gente quer fazer 100k (100 mil palavras) no mesmo tempo.
Pensei nisso, mas não dá. A minha história tinha de ter muitas personagens (que não tem) e eu tinha de começar a matá-las de maneiras exorbitantes. É engraçado, murder does move the story along. O homicídio move a história, hehe. E é mais divertido escrevermos quando desatamos a matar toda a gente (I'm evil :>). Mas é só no livro! E se depois acrescentarmos dificuldades atrás de dificuldades à personagem principal, a história não corre o risco de terminar por volta das 15 mil palavras.
Dantes eu não escrevia assim (antes do nanowrimo.org). Dantes as minhas personagens pensavam. E pensavam. Fartavam-se de pensar, chiça! lol
A acção, o suspense, não fazem mal nenhum à narrativa. Ainda não apareceram cadáveres naquela em que estou a trabalhar, daí o facto de ter apenas cerca de 10 páginas.
Mas ainda estou a tempo...
A gata gamou-me o roupão, mas é melhor fazer-lhe a vontade nestes dias lol.
To write or not to write, that is the question.
Vou em 4000 palavras. Já não é mau, podia ser mais. Tenho cerca de 3 meses para atingir a marca das 50 mil palavras. Muita gente quer fazer 100k (100 mil palavras) no mesmo tempo.
Pensei nisso, mas não dá. A minha história tinha de ter muitas personagens (que não tem) e eu tinha de começar a matá-las de maneiras exorbitantes. É engraçado, murder does move the story along. O homicídio move a história, hehe. E é mais divertido escrevermos quando desatamos a matar toda a gente (I'm evil :>). Mas é só no livro! E se depois acrescentarmos dificuldades atrás de dificuldades à personagem principal, a história não corre o risco de terminar por volta das 15 mil palavras.
Dantes eu não escrevia assim (antes do nanowrimo.org). Dantes as minhas personagens pensavam. E pensavam. Fartavam-se de pensar, chiça! lol
A acção, o suspense, não fazem mal nenhum à narrativa. Ainda não apareceram cadáveres naquela em que estou a trabalhar, daí o facto de ter apenas cerca de 10 páginas.
Mas ainda estou a tempo...
quinta-feira, janeiro 09, 2003
Estou a salivar.
Só me falta perceber... errr.... tudo! lol
(Mentira - apenas a parte do arquivo. As templates, as que me agradaram pelo menos, não vêm com a parte do arquivo.)
Só me falta perceber... errr.... tudo! lol
(Mentira - apenas a parte do arquivo. As templates, as que me agradaram pelo menos, não vêm com a parte do arquivo.)
quarta-feira, janeiro 08, 2003
Coisas que eu Aprendi Durante o Nanowrimo (escrito em Dezembro'02)
Bom, estou de volta! A escrever no Alphasmart enquanto vejo um filme na tv. O nanowrimo acabou... este ano. E vou Absolutamente inscrever-me no próximo! Ganhei um vício novo :)
O que é que aprendi com esta maratona de escrita? Imenso, coisas que pensava que já sabia, mas que na verdade ainda não apreendera por completo, coisas que não sabia e outras que tentei ignorar.
Escrever é a mesma coisa que correr. Um atleta, para estar em óptima forma física, tem de treinar todos os dias, correr todos os dias. A escrita exige o mesmo tipo de treino e perseverança - algo que tentei ignorar, mas é mesmo verdade. (Vou ver da sopa.)
Descobri que consigo escrever tanto em muito pouco tempo e até fiquei com vontade de ir além, sei lá, fazer 100 mil palavras... mas não num mês.
Passei a contar as palavras e não os caracteres.
Descobri que é imensamente divertido lixar as personagens, pô-las em sarilhos e que isso move a história, a narrativa.
Descobri que quero continuar a escrever assim, talvez a um ritmo menos intenso. Se fizesse 50 mil palavras todos os meses a minha gata trocava-me por outro bípede.
*
Bom, estou de volta! A escrever no Alphasmart enquanto vejo um filme na tv. O nanowrimo acabou... este ano. E vou Absolutamente inscrever-me no próximo! Ganhei um vício novo :)
O que é que aprendi com esta maratona de escrita? Imenso, coisas que pensava que já sabia, mas que na verdade ainda não apreendera por completo, coisas que não sabia e outras que tentei ignorar.
Escrever é a mesma coisa que correr. Um atleta, para estar em óptima forma física, tem de treinar todos os dias, correr todos os dias. A escrita exige o mesmo tipo de treino e perseverança - algo que tentei ignorar, mas é mesmo verdade. (Vou ver da sopa.)
Descobri que consigo escrever tanto em muito pouco tempo e até fiquei com vontade de ir além, sei lá, fazer 100 mil palavras... mas não num mês.
Passei a contar as palavras e não os caracteres.
Descobri que é imensamente divertido lixar as personagens, pô-las em sarilhos e que isso move a história, a narrativa.
Descobri que quero continuar a escrever assim, talvez a um ritmo menos intenso. Se fizesse 50 mil palavras todos os meses a minha gata trocava-me por outro bípede.
*
Daisy, tks ;) Já estou bem. Ó pró meu sorriso :D
Hehe.
Fast, tens graça pah, és comediante nas horas vagas? Keep your day job, não vá o diabo tecê-las. Mas quem és tu, afinal? Põe a porra de um link, o nome verdadeiro, sei lá.
Objectivo qualitativo... pelo amor de Deus, não percebes nada disto. Se estamos à espera da musa bem podemos morrer porque a musa só beneficia quem Se Esforça. Quem escreve todos os dias com ou sem "inspiração divina" e sim, o mesmo se aplica à poesia. No meio das coisas horríveis que se escreve day in and day out há uma ou outra pérola, algo de valor, que não estaria lá se não se tivesse o trabalho... de escrever todos os dias.
>
Hehe.
Fast, tens graça pah, és comediante nas horas vagas? Keep your day job, não vá o diabo tecê-las. Mas quem és tu, afinal? Põe a porra de um link, o nome verdadeiro, sei lá.
Objectivo qualitativo... pelo amor de Deus, não percebes nada disto. Se estamos à espera da musa bem podemos morrer porque a musa só beneficia quem Se Esforça. Quem escreve todos os dias com ou sem "inspiração divina" e sim, o mesmo se aplica à poesia. No meio das coisas horríveis que se escreve day in and day out há uma ou outra pérola, algo de valor, que não estaria lá se não se tivesse o trabalho... de escrever todos os dias.
>
segunda-feira, janeiro 06, 2003
Bolas, devia estar a escrever. Em vez disso estou no parlapié, no MSN, com a minha amiga Bela. Hoje, ao fim de não sei quantos meses sem icq - fiz download. As coisas que eu invento para fazer só para me escapar à escrita! Lavar a loiça, ir jantar, brincar com o gato (que é uma gata), ver televisão e queimar mais alguns neurónios. Porque é que eu não estou a escrever, porra?! Fiz ali um calendário todo à maneira, baril, fixe... e já estou atrasada não sei quantos dias. Não devo ter feito nem duas mil palavras! Vergonha... raiva... porque diabo fui abençoada com esta maldita qualidade - a procrastinação? Porque é que não sou como aquelas pessoas que só estão bem quando estão a fazer alguma coisa, ocupadas, activas? Até "encarrilar" no esquema... o Tempo... que me leva, santo Deus...
Prometi a mim própria: Tu Só Vais Dormir Depois De Acabares A ÚlTima Folha!
Há momentos em que necessito de alguma ameaça substancial para me colar à cadeira e Escrever, Porra!
Ai... maldita força de vontade... :|
Já vou escrever. Primeiro tenho de, errr, limpar a marquise, as janelas, pintar as paredes e ver todo o junk mail, não vá alguma mensagem importante estar para ali, perdida... pode ser vital.
Poish.
Prometi a mim própria: Tu Só Vais Dormir Depois De Acabares A ÚlTima Folha!
Há momentos em que necessito de alguma ameaça substancial para me colar à cadeira e Escrever, Porra!
Ai... maldita força de vontade... :|
Já vou escrever. Primeiro tenho de, errr, limpar a marquise, as janelas, pintar as paredes e ver todo o junk mail, não vá alguma mensagem importante estar para ali, perdida... pode ser vital.
Poish.
sábado, janeiro 04, 2003
Calendário até ao fim do ano de 2003.
(Yes, I'm insane.)
Alguém mais quer participar...?
(Não é necessário participar em todas as sessões de escrita frenética, pode-se participar apenas em uma.)
My present word count: 487 palavras (objectivo a atingir entre os meses de Janeiro e Março - 50 mil palavras.)
(Yes, I'm insane.)
Alguém mais quer participar...?
(Não é necessário participar em todas as sessões de escrita frenética, pode-se participar apenas em uma.)
My present word count: 487 palavras (objectivo a atingir entre os meses de Janeiro e Março - 50 mil palavras.)
sexta-feira, janeiro 03, 2003
segunda-feira, dezembro 30, 2002
Não resisto... lol
Aviso:
A informação que se segue destina-se apenas às senhoras! Homens, desviai o olhar! (Depois não digam que eu não avisei...)
The Keeper!
Aviso:
A informação que se segue destina-se apenas às senhoras! Homens, desviai o olhar! (Depois não digam que eu não avisei...)
The Keeper!
domingo, dezembro 29, 2002
"A Amnistia Internacional nasceu em 28 de Maio de 1961. A sua criação teve origem numa notícia publicada no jornal inglês "The Observer" em que era referida a prisão de dois estudantes portugueses por terem gritado «Viva a Liberdade!» na via pública."
Viva a Liberdade, viva!
Viva a Liberdade, viva!
sábado, dezembro 28, 2002
terça-feira, dezembro 24, 2002
Exaltação do amor
Sofro, bem sei... Mas se preciso fôr
sofrer mais, mal maior, extraordinário,
sofrerei tudo o quanto necessário
para a estrêla alcançar... colher a flor...
Que seja imenso o sofrimento, e vário!
Que eu tenha que lutar com força e ardor!
Como um louco talvez, ou um visionário
hei de alcançar o amor... com o meu Amor!
Nada me impedirá que seja meu
se é fogo que em meu peito se acendeu
e lavra, e cresce, e me consome o Ser...
Deus o pôs... Ninguém mais há de dispor!
Se êsse amor não puder ser meu viver
há de ser meu para eu morrer de Amor!
(Poema de JG de Araujo Jorge
do livro -Bazar de Ritmos- 1935)
(Há sempre esperança para quem ama, meus lindos...)
Sofro, bem sei... Mas se preciso fôr
sofrer mais, mal maior, extraordinário,
sofrerei tudo o quanto necessário
para a estrêla alcançar... colher a flor...
Que seja imenso o sofrimento, e vário!
Que eu tenha que lutar com força e ardor!
Como um louco talvez, ou um visionário
hei de alcançar o amor... com o meu Amor!
Nada me impedirá que seja meu
se é fogo que em meu peito se acendeu
e lavra, e cresce, e me consome o Ser...
Deus o pôs... Ninguém mais há de dispor!
Se êsse amor não puder ser meu viver
há de ser meu para eu morrer de Amor!
(Poema de JG de Araujo Jorge
do livro -Bazar de Ritmos- 1935)
(Há sempre esperança para quem ama, meus lindos...)
Cartas de amor, quem as não tem...
Todas as cartas de amor são... ridículas...
E que tal um poema, hum?
I
Gosto desse teu ar tristonho,
desse olhar de melancolia,
mesmo nos momentos de prazer e de sonho,
ou nos instantes de amor e de alegria...
Gosto dessa tua expressão de ternura
tão suave e feminina,
desse olhar de ventura
com um brilho úmido a luzir num profundo langor...
Desse teu olhar de meiguice que me cativa e domina,
tu que dás sempre a impressão de quem precisa
de proteção e amor...
Desse teu ar de menina, desse teu ar
que te faz mais mulher
ao meu olhar...
Gosto de tua voz, tranqüila, do tom manso
com que falas, como se acariciasses
até as palavras que dizes;
de tua presença, que é assim como um quieto remanso,
um pedaço de sombra onde me abrigo
quando somos felizes...
Gosto desse teu jeito calmo, sossegado,
com que te encostas em meu peito
e te deixas ficar
entre ternuras e embaraços,
como se tudo ficasse, de repente, parado,
e teu mundo pudesse ser delimitado
pelos meus braços...
Gosto de ti assim, pequenina, macia,
quando te aperto contra mim e te sinto
minha
(inteiramente nua)
e tens um ar abandonado, como quem caminha
sonâmbula, por um estranho caminho
feito de céu e de lua...
II
Gosto de ti
desesperadamente:
dos teus cabelos de tarde
onde mergulho o rosto,
dos teus olhos de remanso
onde me morro e descanso;
dos teus seios de ambrósias,
brancos manjares trementes
com dois vermelhos morangos
para as minhas alegrias;
De teu ventre - uma enseada
- porto sem cais e sem mar -
branca areia à espera da onda
que em vaivém vai se espraiar;
de teus quadris, instrumento
de tantas curvas, convexo,
de tuas coxas que lembram
as brancas asas do sexo;
- Do teu corpo só de alvuras
- das infinitas ternuras
de tuas mãos, que são ninhos
de aconchegos e carinhos,
mãos angorás, que parecem
que só de carícias tecem
esses desejos da gente...
Gosto de ti
desesperadamente;
Gosto de ti, toda, inteira
nua, nua, bela, bela,
dos teus cabelos de tarde
aos teus pés de Cinderela,
(há dois pássaros inquietos
em teus pequeninos pés)
- Gosto de ti, feiticeira,
tal como tu és...
J. G. de Araújo Jorge
Como é que se diz... eu gosto de ti?
Ora, com um poema!
(Vá lá, meninos, fiquem atentos.)
Se quiserem mais poemas passem pelo #poesia_e_prosa ;)
Todas as cartas de amor são... ridículas...
E que tal um poema, hum?
I
Gosto desse teu ar tristonho,
desse olhar de melancolia,
mesmo nos momentos de prazer e de sonho,
ou nos instantes de amor e de alegria...
Gosto dessa tua expressão de ternura
tão suave e feminina,
desse olhar de ventura
com um brilho úmido a luzir num profundo langor...
Desse teu olhar de meiguice que me cativa e domina,
tu que dás sempre a impressão de quem precisa
de proteção e amor...
Desse teu ar de menina, desse teu ar
que te faz mais mulher
ao meu olhar...
Gosto de tua voz, tranqüila, do tom manso
com que falas, como se acariciasses
até as palavras que dizes;
de tua presença, que é assim como um quieto remanso,
um pedaço de sombra onde me abrigo
quando somos felizes...
Gosto desse teu jeito calmo, sossegado,
com que te encostas em meu peito
e te deixas ficar
entre ternuras e embaraços,
como se tudo ficasse, de repente, parado,
e teu mundo pudesse ser delimitado
pelos meus braços...
Gosto de ti assim, pequenina, macia,
quando te aperto contra mim e te sinto
minha
(inteiramente nua)
e tens um ar abandonado, como quem caminha
sonâmbula, por um estranho caminho
feito de céu e de lua...
II
Gosto de ti
desesperadamente:
dos teus cabelos de tarde
onde mergulho o rosto,
dos teus olhos de remanso
onde me morro e descanso;
dos teus seios de ambrósias,
brancos manjares trementes
com dois vermelhos morangos
para as minhas alegrias;
De teu ventre - uma enseada
- porto sem cais e sem mar -
branca areia à espera da onda
que em vaivém vai se espraiar;
de teus quadris, instrumento
de tantas curvas, convexo,
de tuas coxas que lembram
as brancas asas do sexo;
- Do teu corpo só de alvuras
- das infinitas ternuras
de tuas mãos, que são ninhos
de aconchegos e carinhos,
mãos angorás, que parecem
que só de carícias tecem
esses desejos da gente...
Gosto de ti
desesperadamente;
Gosto de ti, toda, inteira
nua, nua, bela, bela,
dos teus cabelos de tarde
aos teus pés de Cinderela,
(há dois pássaros inquietos
em teus pequeninos pés)
- Gosto de ti, feiticeira,
tal como tu és...
J. G. de Araújo Jorge
Como é que se diz... eu gosto de ti?
Ora, com um poema!
(Vá lá, meninos, fiquem atentos.)
Se quiserem mais poemas passem pelo #poesia_e_prosa ;)
quinta-feira, dezembro 19, 2002
(Sem foto porque não sei como a hei-de pôr aqui.)
DESAPARECEU 07/11/2001
Bruno Miguel da Silva Sousa
8 Anos de idade - S. Cosme - Gondomar
Qualquer tipo de informação por favor contactar:
Policia Segurança Publica Gondomar - Telf: 22 483 03 81
Policia Judiciaria do Porto
ou outra entidade policial da sua área de residência
Contactar no IRC PTnet #Gondomar (waist; Lobo_Fantasma; Justt)
PEDE-SE O APOIO DE TODA A COMUNIDADE CIBERNAUTA PORTUGUESA
A AJUDAR ESTE PAI
NO REENCONTRO COM O SEU FILHO
(Mensagem que vinha hoje no e-mail.)
DESAPARECEU 07/11/2001
Bruno Miguel da Silva Sousa
8 Anos de idade - S. Cosme - Gondomar
Qualquer tipo de informação por favor contactar:
Policia Segurança Publica Gondomar - Telf: 22 483 03 81
Policia Judiciaria do Porto
ou outra entidade policial da sua área de residência
Contactar no IRC PTnet #Gondomar (waist; Lobo_Fantasma; Justt)
PEDE-SE O APOIO DE TODA A COMUNIDADE CIBERNAUTA PORTUGUESA
A AJUDAR ESTE PAI
NO REENCONTRO COM O SEU FILHO
(Mensagem que vinha hoje no e-mail.)
terça-feira, dezembro 17, 2002
quinta-feira, dezembro 12, 2002
quarta-feira, dezembro 11, 2002
sábado, dezembro 07, 2002
Olá. Sorry, não tenho aparecido por cá. Não tenho tido vontade nenhuma de escrever. Algures no Alphasmart tenho poucas linha de que ainda não fiz upload para o pc.
Em relação à escrita - falar sobre o quê?
Sempre tive um bocado de medo de falar sobre o livro que, na altura, escrevesse. Já 'tou um pouco a perder isso, essa paranóia.
Vou experimentar, aqui, a ver se estou ou não a perder esse medo talvez parvo ou talvez não tão parvo quanto isso. Vou falar sobre o livro que me anda aqui na cabeça. Sobre a Julie e sobre o Patrick.
Vou? Bolas, travei outra vez. De repente não quero falar mais. Nem sequer tenho título! Quero muito começar a escrever a personagem do Patrick - mas temo que, no papel, ela se modifique.
E gosto do fim em que pensei. Não me parece que o vá alterar. Agora só falta o resto - escrever!
(Agora? Vou? Now? Tem de ser...?)
(Péssimo defeito, a preguiça, péssimo...)
Em relação à escrita - falar sobre o quê?
Sempre tive um bocado de medo de falar sobre o livro que, na altura, escrevesse. Já 'tou um pouco a perder isso, essa paranóia.
Vou experimentar, aqui, a ver se estou ou não a perder esse medo talvez parvo ou talvez não tão parvo quanto isso. Vou falar sobre o livro que me anda aqui na cabeça. Sobre a Julie e sobre o Patrick.
Vou? Bolas, travei outra vez. De repente não quero falar mais. Nem sequer tenho título! Quero muito começar a escrever a personagem do Patrick - mas temo que, no papel, ela se modifique.
E gosto do fim em que pensei. Não me parece que o vá alterar. Agora só falta o resto - escrever!
(Agora? Vou? Now? Tem de ser...?)
(Péssimo defeito, a preguiça, péssimo...)
terça-feira, dezembro 03, 2002
Ainda não postei aqui todas as pérolas de que certamente estão à espera lol.
As maravilhas que aprendi, a sabedoria obtida a escrever 50 mil palavras num mês...
Sinto-me, ligeiramente, sei lá, abandonada... deprimida. Down... A escrita frenética no mês anterior fez-me estar tão ocupada que não tinha tempo para estar deprimida, down, whatever.
De maneira que... pensei: porquê parar?
As maravilhas que aprendi, a sabedoria obtida a escrever 50 mil palavras num mês...
Sinto-me, ligeiramente, sei lá, abandonada... deprimida. Down... A escrita frenética no mês anterior fez-me estar tão ocupada que não tinha tempo para estar deprimida, down, whatever.
De maneira que... pensei: porquê parar?
sexta-feira, novembro 29, 2002
domingo, novembro 24, 2002
terça-feira, novembro 19, 2002
sexta-feira, novembro 15, 2002
segunda-feira, novembro 11, 2002
sexta-feira, novembro 08, 2002
"Welcome to Suck Club.
This is the place for everyone whose work sucks.
The first rule of Suck Club is you don't talk about Suck Club. Others will do that for you, while pointing and laughing.
The second rule of Suck Club is you don't talk about Not-Suck Club. Those people with talent make us cry.
The third rule of Suck Club is when your plot says stop or your characters, you will continue to flog them, dead horse-stylee.
The fourth rule of Suck Club is no strong characters, no tight plotting, no exploration of themes and NO GODDAMN ENCHANTING POETIC TURNS OF PHRASE
The fifth rule of Suck Club is if this your first night at Suck Club, or if you've been here for years, you have to Suck.
_________________
Words are never enough
They're just cheap tarnished glitter
http://bernowrimo.blogspot.com"
I'm sooo there!!!! *ui..*
Tirado de nanowrimo.org
This is the place for everyone whose work sucks.
The first rule of Suck Club is you don't talk about Suck Club. Others will do that for you, while pointing and laughing.
The second rule of Suck Club is you don't talk about Not-Suck Club. Those people with talent make us cry.
The third rule of Suck Club is when your plot says stop or your characters, you will continue to flog them, dead horse-stylee.
The fourth rule of Suck Club is no strong characters, no tight plotting, no exploration of themes and NO GODDAMN ENCHANTING POETIC TURNS OF PHRASE
The fifth rule of Suck Club is if this your first night at Suck Club, or if you've been here for years, you have to Suck.
_________________
Words are never enough
They're just cheap tarnished glitter
http://bernowrimo.blogspot.com"
I'm sooo there!!!! *ui..*
Tirado de nanowrimo.org
quinta-feira, novembro 07, 2002
terça-feira, novembro 05, 2002
Acho que já percebi uma coisa. Ao fim de anos!, só hoje percebi que escrever mal não tem importância. Que se lixe, que se dane, que se f*da. (Foi só para vos captar a atenção, hehe...).
Nunca me tinha dado conta, antes, do maldito editor que partilha a consciência comigo e que se activa mal eu agarre na caneta ou no teclado. (Honestamente, não sabia que ele estava lá.)
E só hoje, também, realizei (no sentido de entender, à inglesa), de maneira clara, que apenas o hábito diário me fará escrever melhor. Nada mais e nada menos do que escrever todos os dias para que, um dia, escreva como deve ser. Só escrevendo todos os dias - e sim: mal! - conseguirei algum dia calar o editor.
Sabem quando a gente sabe uma coisa e não quer saber que a sabe? Quando prefere não tomar conhecimento dela? Eu já sabia isto, mas escondia-o no fundinho da mente, no sotão, nas águas furtadas da consciência.
Escrever mal não importa porque escrever é criar. Criar é uma actividade superior à de permanecer frente à tv, com a desculpa que a “inspiração” não bate. A inspiração doma-se, i. e., convoca-se mercê da escrita diária, boa ou má.
Posso escrever mal. Uau. Que alívio.
É que eu não sabia, percebem?
(Note to self: amanhã arrumar a cozinha.)
(Alternativa: casar com gajo rico com money suficiente para contratar empregada doméstica último modelo.)
(Última ansiedade/desejo que me afastará do Nirvana nas próximas encarnações: Eu Quero Um Alphasmart!!!!!)
(Edição de última hora: aceitam-se doações de empregadas domésticas. Falar com gerente do blog.)
-\\-
Criar o hábito diário da escrita tem muito de semelhante com criar o hábito de ir correr ou fazer ginástica todos os dias. No primeiro dia, depois de cinco minutos de corrida, estamos estatelados no chão a pedir misericórdia. Mas, pouco a pouco, custa-nos menos e talvez ao fim de um mês uma hora a correr sem parar já não pareça grande sacrifício.
É igual com a escrita. Se não existe o hábito, encher uma mísera página A5 será assaz difícil, mas se nos obrigarmos todos os dias a escrever, ao fim do mês talvez nos surpreendamos agradavelmente ao notar que acabámos de escrever três páginas A4 de um lado e doutro.
Criar hábitos. Mantê-los. That's it.
[Ouvindo: Sting, “that's not the shape of my heart”.]
Nunca me tinha dado conta, antes, do maldito editor que partilha a consciência comigo e que se activa mal eu agarre na caneta ou no teclado. (Honestamente, não sabia que ele estava lá.)
E só hoje, também, realizei (no sentido de entender, à inglesa), de maneira clara, que apenas o hábito diário me fará escrever melhor. Nada mais e nada menos do que escrever todos os dias para que, um dia, escreva como deve ser. Só escrevendo todos os dias - e sim: mal! - conseguirei algum dia calar o editor.
Sabem quando a gente sabe uma coisa e não quer saber que a sabe? Quando prefere não tomar conhecimento dela? Eu já sabia isto, mas escondia-o no fundinho da mente, no sotão, nas águas furtadas da consciência.
Escrever mal não importa porque escrever é criar. Criar é uma actividade superior à de permanecer frente à tv, com a desculpa que a “inspiração” não bate. A inspiração doma-se, i. e., convoca-se mercê da escrita diária, boa ou má.
Posso escrever mal. Uau. Que alívio.
É que eu não sabia, percebem?
(Note to self: amanhã arrumar a cozinha.)
(Alternativa: casar com gajo rico com money suficiente para contratar empregada doméstica último modelo.)
(Última ansiedade/desejo que me afastará do Nirvana nas próximas encarnações: Eu Quero Um Alphasmart!!!!!)
(Edição de última hora: aceitam-se doações de empregadas domésticas. Falar com gerente do blog.)
-\\-
Criar o hábito diário da escrita tem muito de semelhante com criar o hábito de ir correr ou fazer ginástica todos os dias. No primeiro dia, depois de cinco minutos de corrida, estamos estatelados no chão a pedir misericórdia. Mas, pouco a pouco, custa-nos menos e talvez ao fim de um mês uma hora a correr sem parar já não pareça grande sacrifício.
É igual com a escrita. Se não existe o hábito, encher uma mísera página A5 será assaz difícil, mas se nos obrigarmos todos os dias a escrever, ao fim do mês talvez nos surpreendamos agradavelmente ao notar que acabámos de escrever três páginas A4 de um lado e doutro.
Criar hábitos. Mantê-los. That's it.
[Ouvindo: Sting, “that's not the shape of my heart”.]
So which letter of the alphabet matches YOUR personality, huh?
[Tenho um texto para pôr aqui, mas 'tou com preguiça de o passar ;P]
domingo, novembro 03, 2002
what's your inner flower?
[c] s u g a r d
e w
(Os testes são sempre solução para encher um blog, hehe...)
sexta-feira, novembro 01, 2002
quarta-feira, outubro 30, 2002
"Don't get it right, get it written." --James Thurber
Também abifado do forúm de nanowrimo.org.
(Ai meu Deus, espero não ter já ultrapassado o meu limite internacional... *rói-unhas*)
Netcabo is evil, i say, Evil!
(Um reles giga de tráfego internacional e 20 pó nacional, quando no nacional me fico sempre pelos 100 megas... peloamordedeus, grandessíssimos vigaristas, pá...)
Também abifado do forúm de nanowrimo.org.
(Ai meu Deus, espero não ter já ultrapassado o meu limite internacional... *rói-unhas*)
Netcabo is evil, i say, Evil!
(Um reles giga de tráfego internacional e 20 pó nacional, quando no nacional me fico sempre pelos 100 megas... peloamordedeus, grandessíssimos vigaristas, pá...)
Quando escrevo não gosto de contar tudo. Irrita-me. Não quero dizer tudo. Que os leitores usem as célulazinhas cerebrais, é o meu lema. Não conto tudo, a história toda, o resto que os leitores adivinhem. Afinal a história também lhes pertence. Não digo como as coisas acabam porque reconheço ao leitor outra forma de acabá-las. Reconheço-lhe a liberdade de decidir. O livre arbítrio para ir por este ou aquele caminho ou simplesmente ficar parado e dizer: não, não vou por aí.
Não gosto de dar a papinha toda feita, já mastigada, a quem lê. Porra, que pensem! Há um déficit de reflexão neste país para o qual pretendo contribuir o menos possível.
(Ideia: será que o leitor sabe que é livre? De criar, recriar, co-criar, não criar, destruir o objecto lido? Será que ele sabe?)
Para dizer a verdade, enquanto primeira autora (ou leitora original...), reconheço a mim própria o direito de não conhecer tudo. De desconhecer porque a personagem se comporta desta ou doutra forma; de que o caminho que a narrativa toma me seja velado. Ok, concedo: bela desculpa para não ter as peças da história logicamente ordenadas! Sim, até pode ser isso... mas pode ser isso e outra coisa em simultâneo. Não tive vontade de me alongar em detalhes e/ou (apesar de autora) tais detalhes (cenários, pensamentos, descrição de características físicas, etc.) estavam-me ocultos. Escondiam-se de mim. “Anda jogar às escondidas! Conta até cem e depois vens à procura da gente!” “Não quero contar, quero esconder-me!” “Assim não brincas!” Conta-se muito rápido, depois vai-se à procura e... nada. Fugiram todos. Todos aqueles malditos 'detalhes' (mistérios).
Resumindo: não acho necessário dizer absolutamente tudo. Que o intuam, leitores, que o descodifiquem. Ou que, não o sabendo (seja lá o que for), a ele voltem, no silêncio da noite, às voltas na cama enquanto tentam adormecer.
Dizer tudo é, considero, partir do princípio que o leitor é imbecil e que o crânio tem a mera função de sustento capilar, além de servir para uso ocasional do chapéu (ou outros ornamentos).
Dizer tudo, acho, é acreditar que o ser humano leitor não tem qualidades, estrutura, para ser criatura livre e autónoma.
O livro que tudo diz não concorre para a nova criação de ideias, conceitos. Acaba por ser um livro fascista no qual a liberdade é domada pelo acto de a restringir ao leitor.
O livro que diz tudo, pormenorizadamente, é paternalista, trata o leitor como criança.
Portanto escondam... escondam muito. ;)
Não gosto de dar a papinha toda feita, já mastigada, a quem lê. Porra, que pensem! Há um déficit de reflexão neste país para o qual pretendo contribuir o menos possível.
(Ideia: será que o leitor sabe que é livre? De criar, recriar, co-criar, não criar, destruir o objecto lido? Será que ele sabe?)
Para dizer a verdade, enquanto primeira autora (ou leitora original...), reconheço a mim própria o direito de não conhecer tudo. De desconhecer porque a personagem se comporta desta ou doutra forma; de que o caminho que a narrativa toma me seja velado. Ok, concedo: bela desculpa para não ter as peças da história logicamente ordenadas! Sim, até pode ser isso... mas pode ser isso e outra coisa em simultâneo. Não tive vontade de me alongar em detalhes e/ou (apesar de autora) tais detalhes (cenários, pensamentos, descrição de características físicas, etc.) estavam-me ocultos. Escondiam-se de mim. “Anda jogar às escondidas! Conta até cem e depois vens à procura da gente!” “Não quero contar, quero esconder-me!” “Assim não brincas!” Conta-se muito rápido, depois vai-se à procura e... nada. Fugiram todos. Todos aqueles malditos 'detalhes' (mistérios).
Resumindo: não acho necessário dizer absolutamente tudo. Que o intuam, leitores, que o descodifiquem. Ou que, não o sabendo (seja lá o que for), a ele voltem, no silêncio da noite, às voltas na cama enquanto tentam adormecer.
Dizer tudo é, considero, partir do princípio que o leitor é imbecil e que o crânio tem a mera função de sustento capilar, além de servir para uso ocasional do chapéu (ou outros ornamentos).
Dizer tudo, acho, é acreditar que o ser humano leitor não tem qualidades, estrutura, para ser criatura livre e autónoma.
O livro que tudo diz não concorre para a nova criação de ideias, conceitos. Acaba por ser um livro fascista no qual a liberdade é domada pelo acto de a restringir ao leitor.
O livro que diz tudo, pormenorizadamente, é paternalista, trata o leitor como criança.
Portanto escondam... escondam muito. ;)
quinta-feira, outubro 24, 2002
terça-feira, outubro 22, 2002
"As vezes a ideia pode ser muito semelhante a tantas outras, mas o que difere é no toque pessoal do autor. Um mesmo enredo contado em mil diferentes maneiras, cada um com o seu grau de espectacularidade (existe?).
Ghostboy em 21/10/02 19:31"
Se existem diferentes formas de contar a mesma história? Claro. Há obras que narram a história (por exemplo) de uma família através dos diferentes olhares de cada um dos seus membros. (Pronto, lá tinha de vir a gata para o pé do pc...)
:)
Ghostboy em 21/10/02 19:31"
Se existem diferentes formas de contar a mesma história? Claro. Há obras que narram a história (por exemplo) de uma família através dos diferentes olhares de cada um dos seus membros. (Pronto, lá tinha de vir a gata para o pé do pc...)
:)
segunda-feira, outubro 21, 2002
Vejam isto...
Obras em línguas estrangeiras are great. Estou tentada... e daí... humm, não sei. Mas acho que é uma terrific idea!
Leiam com atenção. Começa a 1 de Novembro e termina a 30 de Novembro.
"What is NaNoWriMo?
National Novel Writing Month is a fun, seat-of-your-pants approach to novel writing. Participants begin writing November 1. The goal is to write a 175-page (50,000-word) novel by midnight, November 30."
Obras em línguas estrangeiras are great. Estou tentada... e daí... humm, não sei. Mas acho que é uma terrific idea!
Leiam com atenção. Começa a 1 de Novembro e termina a 30 de Novembro.
"What is NaNoWriMo?
National Novel Writing Month is a fun, seat-of-your-pants approach to novel writing. Participants begin writing November 1. The goal is to write a 175-page (50,000-word) novel by midnight, November 30."
domingo, outubro 20, 2002
Duplo Espaço
O Sr. Bentley acredita que cada espaço contém em si outro espaço no qual o seu duplo habita, actua. Crê que os dois espaços se interceptam e contaminam. O Sr. Bentley tem um gato, porém cuida ser possível o duplo ter um cão – com idêntico nome. Se o Sr. Bentley urrasse: “Sam? Sam! Sacana, onde te meteste?!” e lhe aparecesse, cabisbaixo, de rabo entre pernas (jamais o orgulhoso felino se comportaria tão miseravelmente), o cão reconhecendo-o como dono, ele julgaria normal, comum. Estranharia, quiçá, que a tal realidade invisível (alternativa...) não tivesse tocado a sua antes. Para ele a troca é (seria) prova incontestável da ordem do Universo. Só um Universo trocado estaria composto.
O Sr. Bentley põe o totoloto todas as semanas. Tem uma chave que nunca modifica. Ele acredita na natureza sagrada dos números porque, de acordo com o colega de trabalho, há muito deixou de ter fé na natureza sagrada dos homens. Quando matou a mulher por ela se ter esquecido de pôr o totoloto na semana em que o primeiro prémio saiu à chave do Sr. Bentley, a descrença nos homens que o colega adivinhara apenas se confirmou. Melhor: materializou.
E contudo o Sr. Bentley supunha ser o duplo o verdadeiro assassino (não obstante a cristalizada lembrança das suas mãos fixas no pescoço da esposa). Devido à esdrúxula teoria de espaços no interior de espaços, não se surpreende ao ser preso e acusado do crime que, para si, foi de facto cometido pelo duplo invisível.
Só o colega fez a acertada ilação: a Sra. Bentley tinha posto o totoloto atempadamente. E guardara o recibo. A Sra. Bentley planeava safar-se com o dinheiro – e o amante.
- E a massa...?
- Alguém levantou o cheque.
- Mas quem?
O colega ergueu os ombros e fez uma festa a Sam.
[O outro conto que foi recusado. Hoje 'tou a litle bit depressed...]
O Sr. Bentley acredita que cada espaço contém em si outro espaço no qual o seu duplo habita, actua. Crê que os dois espaços se interceptam e contaminam. O Sr. Bentley tem um gato, porém cuida ser possível o duplo ter um cão – com idêntico nome. Se o Sr. Bentley urrasse: “Sam? Sam! Sacana, onde te meteste?!” e lhe aparecesse, cabisbaixo, de rabo entre pernas (jamais o orgulhoso felino se comportaria tão miseravelmente), o cão reconhecendo-o como dono, ele julgaria normal, comum. Estranharia, quiçá, que a tal realidade invisível (alternativa...) não tivesse tocado a sua antes. Para ele a troca é (seria) prova incontestável da ordem do Universo. Só um Universo trocado estaria composto.
O Sr. Bentley põe o totoloto todas as semanas. Tem uma chave que nunca modifica. Ele acredita na natureza sagrada dos números porque, de acordo com o colega de trabalho, há muito deixou de ter fé na natureza sagrada dos homens. Quando matou a mulher por ela se ter esquecido de pôr o totoloto na semana em que o primeiro prémio saiu à chave do Sr. Bentley, a descrença nos homens que o colega adivinhara apenas se confirmou. Melhor: materializou.
E contudo o Sr. Bentley supunha ser o duplo o verdadeiro assassino (não obstante a cristalizada lembrança das suas mãos fixas no pescoço da esposa). Devido à esdrúxula teoria de espaços no interior de espaços, não se surpreende ao ser preso e acusado do crime que, para si, foi de facto cometido pelo duplo invisível.
Só o colega fez a acertada ilação: a Sra. Bentley tinha posto o totoloto atempadamente. E guardara o recibo. A Sra. Bentley planeava safar-se com o dinheiro – e o amante.
- E a massa...?
- Alguém levantou o cheque.
- Mas quem?
O colega ergueu os ombros e fez uma festa a Sam.
[O outro conto que foi recusado. Hoje 'tou a litle bit depressed...]
sábado, outubro 19, 2002
Há quem os pare?
Qu’isto no parir não há ajuda que valhe ou deixe de valer. Salete, parturiente em final de estação, semeou descendência Lisboa abaixo, com a força de um tsunami japonês. Começou a desovar na Avenida da República, antes de conseguir entrar no Metro. Empurraram-na, aos gritos, para um táxi de cor creme e condutor moreno, o bigode russo devido ao tabaco. A mulher tentou refrear-se, mas o puto sai a mil à hora seguido de cinco dezenas de irmãos. O taxista pôs-se a milhas e a mulher seguiu parindo Avenida da Liberdade adiante, os filhos, que num alvoroço de membros, placenta e sangue iam aos atropelos derrubando viaturas, árvores, pessoas, cães vadios, pombos, gaivotas e semáforos.
No Rossio Salete arremeteu a deusa Eileithya, deidade maternal descida do Olimpo cujo frustrado propósito era prestar auxílio à puérpera. A parição extrema foi qual terramoto, derribando Lisboa até atingir o Carmo e a Trindade. Centenas de recém-nascidos submergiram a Brasileira e levaram de enxurrada o poeta Camões.
Na investida apocalíptica um transeunte, espavorido, pôs-se aos berros:
- Pare! Pare! Pare!
- Calem-me este gajo! – guinchou outro, devorado no aluvião de bebézinhos esperneantes, cobertos em placenta e sangue e a chorar como almas perdidas.
Salete, quando cai ao Tejo, aos revoluteios colina abaixo em imortal trabalho de parto, interroga-se como é que o cornudo do marido lhe fez um disparate destes.
Logo o marido.
Não podia ter sido antes o corno do amante?
(Já lá dizia o sábio da minha terra, copofone com as cotas em dia, depois de uma berzundela em cima: “No que toca a parir não há quem nos pare!”)
[Um conto que foi recusado por uma revista. Publico-o aqui.]
Qu’isto no parir não há ajuda que valhe ou deixe de valer. Salete, parturiente em final de estação, semeou descendência Lisboa abaixo, com a força de um tsunami japonês. Começou a desovar na Avenida da República, antes de conseguir entrar no Metro. Empurraram-na, aos gritos, para um táxi de cor creme e condutor moreno, o bigode russo devido ao tabaco. A mulher tentou refrear-se, mas o puto sai a mil à hora seguido de cinco dezenas de irmãos. O taxista pôs-se a milhas e a mulher seguiu parindo Avenida da Liberdade adiante, os filhos, que num alvoroço de membros, placenta e sangue iam aos atropelos derrubando viaturas, árvores, pessoas, cães vadios, pombos, gaivotas e semáforos.
No Rossio Salete arremeteu a deusa Eileithya, deidade maternal descida do Olimpo cujo frustrado propósito era prestar auxílio à puérpera. A parição extrema foi qual terramoto, derribando Lisboa até atingir o Carmo e a Trindade. Centenas de recém-nascidos submergiram a Brasileira e levaram de enxurrada o poeta Camões.
Na investida apocalíptica um transeunte, espavorido, pôs-se aos berros:
- Pare! Pare! Pare!
- Calem-me este gajo! – guinchou outro, devorado no aluvião de bebézinhos esperneantes, cobertos em placenta e sangue e a chorar como almas perdidas.
Salete, quando cai ao Tejo, aos revoluteios colina abaixo em imortal trabalho de parto, interroga-se como é que o cornudo do marido lhe fez um disparate destes.
Logo o marido.
Não podia ter sido antes o corno do amante?
(Já lá dizia o sábio da minha terra, copofone com as cotas em dia, depois de uma berzundela em cima: “No que toca a parir não há quem nos pare!”)
[Um conto que foi recusado por uma revista. Publico-o aqui.]
quinta-feira, outubro 17, 2002
segunda-feira, outubro 14, 2002
Vemos o gato especado a olhar para a janela ou para o ralo do esgoto à espera de caçar a mosca e pensamos, “não, não tem interesse nenhum. Ali não está o livro, ali não está nenhum livro.”
Vemos a vizinha, idêntica a milhares de vizinhas, a carregar o saco das compras, a queixar-se das dores nas costas, a alisar a permanente que fez no dia anterior. A falar sobre a gradação dos óculos e cogitamos, “não, aquilo não tem interesse nenhum”. E tornamos a caminhar, à coca de algo em Grande, um desembarque pirata, quiçá! (Sem nos determos na ideia de que o rio está a trinta quilómetros.) Vemos o vizinho que tem diabetes e que todos os dias cumprimentamos, vemos o cão dele, manco e cego de um olho, velho, tem mais de doze anos, diz o dono. Vêmo-lo e, presuntuosos, continuamos o caminho. “Dali não tiro nem um parágrafo.” E queremos sempre algo extraordinário. Queremos a Miss Marple, o Poirot, o Doutor Watson, aquele do elementar. Queremos marcianos a rondarem-nos a porta, com raios laser ameaçadores. Queremos o Tom Cruise a fazer de bom da fita (“Ah, sim, haverá uma fita. Hollywood não, mas um filme europeu. Intelectual.”). Queremos a Jenifer Lopez. E cenas de sexo a valer. À americana. E depois aparece o carteiro que te diz: “Não há nada hoje.” Para ti, é subentendido. Nem cartas de rejeição nem porra nenhuma. Mas esse Algo Extraordinário vem logo depois da esquina, está assente! Os livros não enganam e eles sempre te (vos, nos) prometeram magia.
Então... porque ela não acontece, porque não a descortinas? Porque és cego. Porque somos cegos. Para o velho com diabetes, para a vizinha com língua de trapo e que se queixa dos bicos de papagaio. Para o carteiro que, se pensarmos bem, tem milhares de histórias. O homem é uma enciclopédia ambulante de estórias humanas, reais, e não tão vulgares como supomos.
A magia vive no gato quieto, à espera da mosca. A magia do livro incógnito e extraordinário e grande já está em nós. É feita dos pequeninos milagres que escolhemos ignorar. A magia não está fora. Está, vive, respira cá dentro.
sábado, outubro 12, 2002
"Escrever é fácil. Tudo o que você tem a fazer é ficar olhando fixamente para uma folha em branco até a sua testa começar a sangrar." Adorei a citação do Douglas Adams! Vejam o site não oficial.
quinta-feira, outubro 10, 2002
quarta-feira, outubro 09, 2002
"SpamCop helps you punish spammers for sending you their junk mail. This service is free. Often, spammers lose their accounts and even get charged "cleanup fees" by their internet providers. In addition, reporting spam to SpamCop results in blacklisting the sites responsible for allowing it to be sent." Oh, sweet revenge... ;)
sexta-feira, outubro 04, 2002
Escrevam ;^p
(O segredo - the big secret - é a perseverança. Não é a Musa - aquela cabra - nem a inspiração. É mesmo o trabalho. É escrever, escrever, escrever e escrever. Escrever porcaria, merdinhas que não valem um corno, até que, ao fim de muito trabalho, lá se vê uma pérolazita. Esse é o grande - escondido - segredo. Agora há é que praticar.)
(O segredo - the big secret - é a perseverança. Não é a Musa - aquela cabra - nem a inspiração. É mesmo o trabalho. É escrever, escrever, escrever e escrever. Escrever porcaria, merdinhas que não valem um corno, até que, ao fim de muito trabalho, lá se vê uma pérolazita. Esse é o grande - escondido - segredo. Agora há é que praticar.)
quinta-feira, outubro 03, 2002
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